DO RISO AO CANSAÇO
POEMA

São hoje meus dias em minhas mãos ressequidas,
Iguaria típica ao desgaste do tempo, um tanto módico
De cansaço, fez montaria em minha língua e ante
O tanto berrado, calo e silencio na mesma ordem, digo calo-me
A tudo numa única intenção temporária de apaziguar....
Nem tanto, nem tanto....
O amor que hoje me assalta, estrondosamente me enquadra em
Sua secura noturna, abespinhando a inércia melancólica em minha cama.

Caldo requentado.
Boca sem oração.

Se anjos auscultam os mais escondidos pensamentos, certamente
Não estarei seguro a uma ira vindoura (as palmas da língua de retumbada oratória)
Por que os dias insistem em olhar nos espelhos, repetem-se a exaustão, levando a mim e alguns quilos sobre a mesa de jantar; fastio da alma.

Há fim para angústias e melancolias, quando postadas estão no muro
Da frente, sob noite fria e chuvosa, sem canções que as enfrentem;
Dou então ao coração, a esperança que orbitará esse meu esteio, essa coragem
Inexplicável de querer viver só.