Sem Palavras

22 de Outubro de 2013 Sol Acrósticos 496

Busco na vidraça embaçada

Desenhar o  teu perfil.

As gotas, pelo frio lá fora,

Escorrem, formando rios

Pelas curvas do desenho.

Silêncio é o que escuto

No vazio do vento que passa...

Estou só e na minha solidão,

Acompanhada pela fantasia

De vida que pensei viver,

Procuro um único motivo

Para ainda estar aqui...

Estou  repleta de tua ausência

E esse buraco tira-me o ar,

o som do silenciar,

num sôfrego pulsar em minhas veias...

Se pudesse escolher,

Teria te vivido pelos dias

Para que a noite caísse tranquila...

Não tive opção, não deixaste caminho,

Nem rastro, nem nada:

sem palavras, sem laços, sem passado,

Nada houve num breve sussurrar de existência,

somente eu, num canto da lembrança,

Morrendo pelas dores de uma narrativa vazia

Em que o único personagem

Era apenas uma ficção.


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