Bem no fim, o sonho de todo mundo é ser palestrante. Está cada vez mais difícil estabelecer conversas que fluam na base da troca de ideias. Não há mais o interlocutor, apenas o orador da roda de bar, o trovador, o declamador, o parlamentar. É tanta informação guardada na cabeça das pessoas que há a necessidade de repassá-las atropeladamente, na legitimação do ímpeto humano em compartilhar informação, independentemente da relevância e ocasião.Sim. Claro. Eu me incluo entre esses chatos tagarelas. Às vezes. Na verdade, na maioria das vezes. Isso é um grande problema. Os diálogos estão ficando pobres e sem o verdadeiro embate, pois quando um fala o outro nem está prestando atenção. Já está pensando na sua réplica. Os ouvidos parecem revogar a capacidade de ouvir, processar a informação e deixar fluir a naturalidade de uma simples conversa. As pessoas querem falar. Querem ter seus pontos de vista considerados, mesmo que não tenha um porquê, mesmo sabendo que isso é feio e deve ser mudado. Como fala!