A Justiça do Evangelho Testemunhada pelos Profeta

30 de Junho de 2014 Silvio Dutra Artigos 469

Nos livros proféticos do Velho Testamento nós podemos constatar em inúmeros detalhes várias predições relativas ao ministério terreno de Jesus Cristo como também a glória do seu reino que se manifestará no final dos tempos.
É com tão grande exatidão que estas predições se cumpriram nEle e em tudo o que tem ocorrido no mundo desde então, especialmente pela obra do Espírito Santo através dos Seus santos na Terra, as quais não poderiam ser cumpridas em nenhum outro, que podemos ter a firme convicção da completa inteireza da fé que professamos na Palavra revelada de Deus na Bíblia.
Quão profundo e maravilhoso é que o Deus que é totalmente santo, justo e perfeito, criador de todas as coisas que existem no céu e na Terra, se manifestasse a pecadores como nós, e nos revelasse o Caminho para a salvação de nossas almas que se encontravam perdidas.
Quando examinamos por exemplo, o capitulo 32 de Isaías, nós vemos nos versos 1 a 5; e 15 a 18 condições que prevaleceriam nos dias do evangelho.
O reinado do Messias seria de justiça, e os príncipes que estariam juntamente com ele, governariam com justiça (v. 1).
Somente um varão (Cristo) serviria de abrigo contra o vento e refúgio contra a tempestade, e seria como ribeiros de águas em lugares secos, e a sombra numa terra sedenta; ou seja, Ele seria o amparo e o socorro do Seus povo nas tempestades de aflições que têm que enfrentar neste mundo; bem como o Provedor de todas as suas necessidades, especialmente a de saciar a sua sede espiritual de justiça (v.2).
Aqueles que andassem por fé e não por vista, ou seja, com os olhos espirituais abertos, jamais teriam sua visão ofuscada; assim como aqueles que têm seus ouvidos espirituais abertos, para ouvirem o que o Espírito Santo diz à Igreja, sempre ouviriam a voz de Deus, dando-lhes conhecimento da Sua vontade (v. 3).
É dito que o coração dos imprudentes, ou seja dos precipitados, dos temerosos, entenderia o conhecimento na dispensação do evangelho, indicando isto que a graça capacitaria e guiaria na instrução de uma vida piedosa segundo o conhecimento de Deus e da verdade, que seria alcançado pela conversão e pelo trabalho progressivo da santificação, pessoas que têm dificuldade para aprenderem a prudência e a sabedoria de Deus (v. 4).
É dito também no verso 4 que a língua dos gagos estaria pronta para falar distintamente. Isto significa que pessoas não eloquentes, ou com dificuldades para se expressarem verbalmente seriam capacitadas pelo Espírito Santo na dispensação do evangelho a pregarem e a darem testemunho de Cristo com ousadia e desprendimento.
O discernimento do Espírito Santo permitiria ao crente conhecer que não há qualquer nobreza espiritual na tolice, e também conhecer as aparentes generosidades que procedem de corações avarentos (v. 5).
As reformas que o rei Ezequias estava realizando em Judá não tinham o poder de estabelecer um governo no coração dos seus súditos. Mas o Rei justo prometido neste capítulo 30 de Isaías, Jesus, o Messias, somente Ele, tem o poder de gerar uma obediência que seja de dentro para fora, e não apenas exterior, porque tem o poder de estabelecer o Seu governo no coração dos Seus servos, e além disso, realizar a transformação de suas vidas e caráter.
E nos versos 15 a 18 nós temos o registro do modo como seria estabelecido este governo no coração, e as suas consequências abençoadas.
É dito no verso 15 que tal sucederia a partir do momento que o Espírito fosse derramado lá do alto sobre o povo de Deus. Sabemos que isto começou a acontecer desde o dia de Pentecostes em Jerusalém, com os primeiros discípulos, logo após a morte e ressurreição de Jesus.
A consequência disto é que o deserto se tornaria em campo fértil (v. 15b). Os campos desolados e infrutíferos dos corações desertos seriam tornados férteis e frutíferos para Deus pela água viva do Espírito Santo, na regeneração e na santificação dos salvos.
Estes desertos infrutíferos (pessoas) que nada entendiam e vivam do juízo e da justiça de Deus, teriam esta justiça habitando neles, porque o Espírito passaria a habitar em seus corações (v. 16).
E estes que foram justificados por Deus, por causa da obra de Reforma do coração, realizada pelo Rei prometido teriam paz com Deus, porque seriam reconciliados com Ele por meio da justiça de Cristo que receberam pela graça, mediante a fé. E somente isto seria o suficiente para lhes garantir o sossego e a segurança eterna, pelo livramento da condenação e da ira de Deus, que repousaria sobre eles (v. 17).
E a estes que foram assim justificados foi feita a promessa de Deus de que habitariam em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos de descanso, porque os que são da fé têm entrado no descanso de Deus, que não é propriamente um lugar, mas a condição de alma e espírito que estão em plena comunhão com Ele, e assim não podem ter qualquer temor (v.18).
Estas boas promessas dos dias do evangelho estão entremeadas com as repreensões e juízos dos versos 6, 10 a 14 e 19, nos quais são repreendidos os tolos e especialmente as mulheres de Israel que viviam em deslumbramento em vez de uma vida de humildade, piedade e santidade.
Elas, assim como todo o povo de Judá não deveriam se gloriar na prosperidade material que haviam alcançado sob o reinado de Ezequias e nem na glória do palácio real, porque toda aquela prosperidade viria a ser removida da terra, que seria deixada deserta, bem como o palácio real.
Esta profecia demonstra que toda glória terrena é passageira e aparente, e não é nela em que deve estar o nosso coração, senão somente no Senhor, que é o Rei de reis, cujo reino é eterno e inabalável.


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