O Jornalismo em mim

23 de Agosto de 2011 Gisela Cardoso Artigos 1289

Desde a infância, aparecem várias ideias de quais profissões iremos exercer no futuro. Logicamente,ao longo da vida vamos amadurecendo e mudando de opiniões diversas vezes, o que interfere na nossa escolha de profissão. Entretanto, não é sempre assim que acontece.
Um exemplo é o meu caso. Optei pelo Jornalismo aos 12 anos de idade. Precebia-se o meu entusiasmo pela escrita e principalmente pelas notícias voltadas para a música. Observava os grandes críticos musicais e os admirava, algo que me incentivava ainda mais a seguir o meu sonho de me tornar uma jornalista.
Ao longo do meu amadurecimento, tanto na vida pessoal quanto na escolar, passei a enxergar o jornalista como um ser supremo,diferente dos demais componentes da sociedade. O Jornalista é capaz de formar opiniões sobre diversos fatos que acontecem no mundo,tendo a capacidade de abrir os olhos da sociedade para o que acontece em sua volta.
Creio que um jornalista possui a capacidade de consagrar uma determinada pessoa que fez determinado fato ou até mesmo destruí-la. Como, por exemplo, o jornalista brasileiro Carlos Larceda, que com apenas o seu poderio na escrita calaborou para a derrubada do então presidente da época, Getúlio Vargas. A escrita de um jornalista pode ser considerada uma arma perigosa.
Outro fato é o chamado “jornalismo comprado”, aquele que pertence às grandes empresas de comunicação, que na verdade não passam de verdadeiros impérios capitalistas. Uma espécie de jornalismo manipulado pelos grandes políticos e pelas eleites que escolhem o que é notícia, favorecendo os seus interesses. A consequência disso é a alienação da sociedade perante a realidade.Esse é um tipo de jornalismo que desejo combater, pois o dever de um jornalista, na minha opinião, é transmitir o real conhecimento sobre a realidade para a população, sem que o desejo financeiro seja uma obsessão.
Portanto, o meu desejo em seguir uma carreira jornalística está desde a minha infância e desejo continuar em frente, com o dever de transmitir os fatos reais que acontecem no mundo para a sociedade, e não seguir os meus passos dos oligopólios das empresas de comunicação manipuladas pelo desejo capitalista. Enfim, o maior desejo de um jornalista deveria ser combater a alienação.

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