A Crucificação (Lucas 23.32-43)

21 de Julho de 2014 Silvio Dutra Artigos 786

 Por Matthew Henry Assim que Cristo foi pregado na cruz, orou por aqueles que o crucificaram. Ele morreu para comprar para nós, e alcançar para nós algo muito grande, que é o perdão dos pecados. Por esta razão orou. Ele foi crucificado entre dois ladrões; nestes são mostrados os diferentes efeitos que a cruz de Cristo tem sobre os filhos dos homens, por meio da pregação do Evangelho. Um dos malfeitores endureceu-se até o final. Nenhuma aflição é capaz de transformar por si só um coração endurecido. Um dos malfeitores abrandou-se: foi retirado da fogueira como um tição, e transformou-se em um monumento da misericórdia divina. Este fato não deve estimular ninguém a postergar o arrependimento até o seu leito de morte, ou esperar encontrar misericórdia apenas nesta ocasião. Certo é que jamais é tarde para o verdadeiro arrependimento, porém tão certo como tal é que o arrependimento tardio raramente é verdadeiro. Ninguém pode ter a certeza de que terá tempo para arrepender-se por ocasião de sua morte; porém, ninguém pode ter a segurança de ter as mesmas vantagens que este ladrão penitente teve. Veremos que se trata de um caso único, se observarmos os efeitos nada comuns da graça de Deus neste homem. Ele repreendeu ao outro por rir-se de Cristo. Reconheceu que mereciam o que estavam sofrendo. Creu que Jesus estava sofrendo injustamente. observe a sua fé nesta oração. Era como se Cristo estivesse naquele momento imerso nas profundezas de uma desgraça, sofrendo como um enganador, não podendo ser livrado por seu Pai. O malfeitor arrependido fez esta profissão antes que fossem mostrados os prodígios que deram honra aos sofrimentos de Cristo, e que trouxeram o assombro ao centurião. Creu em uma vida vindoura, e desejou ser feliz nela; não como o outro ladrão, que somente queria ser salvo da cruz. observemos a sua humildade nesta oração. Tudo o que pede é: "Senhor, lembra-te de mim", deixando inteiramente a critério da vontade de Jesus o modo como se lembraria dEle. Assim foi humilhado no verdadeiro arrependimento, e deu todos os frutos do arrependimento que permitiram as suas circunstâncias. Cristo, mesmo na cruz, dá um exemplo do Cristo assentado no trono. Mesmo estando em meio à maior luta e agonia, teve piedade de um pobre penitente. Por este ato de graça, temos de compreender que Jesus Cristo morreu para abrir o céu a todos os crentes penitentes e obedientes. Este é um caso único nas Escrituras; deve nos ensinar a não nos desesperarmos por coisa alguma, e que ninguém deveria se desesperar; porém, para que não seja cometido nenhum abuso, coloca-se em contraste com o estado espantoso do outro ladrão que endureceu-se na incredulidade, mesmo tendo o Salvador crucificado tão perto de si. Podemos ter a certeza de que, em geral, os homens morrem da mesma maneira como vivem.

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