Nunca antes, como presentemente, na história da humanidade, sucedeu que as condições existentes relativas à nação de Israel, desde o seu retorno à Palestina em 1948, apontassem para um intervencionismo internacional configurado na possibilidade de uma nova guerra mundial, na qual veríamos, por um lado, os EUA e a União Européia apoiando Israel, e por outro a Rússia, China, e os países muçulmanos lutando contra Israel e seus aliados.  

A inimizade histórica que havia entre Israel e os países muçulmanos se transformou em um ódio irreconciliável de ambas as partes desde que se intensificaram as ações voltadas para a restauração do império islâmico visando ao retorno ao califado. Com isto, grupos extremistas e radicais muçulmanos têm visado à destruição total de Israel.  

Especialmente em razão dos assentamentos de colonos judeus nas áreas da Cisjordânia, e da Faixa de Gaza, estamos presenciando mais uma vez neste ano de 2014 uma guerra entre judeus e palestinos.

O conflito atual é com o Hamas (grupo da irmandade muçulmana que ocupa a Faixa de Gaza) e que está lutando pela quebra do bloqueio imposto por Israel àquela região.

Analisemos a linha do tempo, voltando ao passado desde a atual conformação dos atuais territórios de Israel e palestinos, até a partilha da Palestina em dois Estados: um árabe e outro judaico, aprovada pela  Assembléia-Geral da ONU em 1947.

Israel e territórios palestinos hoje:

No centro do conflito entre israelenses e palestinos existe uma disputa pelo controle de territórios e fronteiras.

Áreas da Cisjordânia controladas pelos palestinos:

A Declaração de Princípios de 1993, que surgiu dos acordos de paz assinados em Oslo, na Noruega, prevê a devolução gradual da administração civil e militar da Faixa de Gaza e da Cisjordânia à Autoridade Palestina.

Na Cisjordânia, porém, a Autoridade Palestina não tem poder sobre áreas que abrigam assentamentos judeus.

Os palestinos também não administram estradas e outras regiões que permanecem sob o controle de Israel porque foram qualificadas como áreas militares ou reservas naturais.

Assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada:

Israel justifica a sua política de construção de assentamentos na Cisjordânia com argumentos religiosos e de segurança.

Os assentamentos e seus territórios adjacentes ocupam grandes áreas da Cisjordânia.

Atualmente, 59% da Cisjordânia está oficialmente sob os controle civil e de segurança israelenses.

O restante do território é governado pela Autoridade Nacional Palestina.

Assentamentos judeus na Faixa de Gaza:

A Faixa de Gaza, uma das extensões de terra mais densamente povoadas do mundo, abriga cerca de 1,2 milhão de palestinos.

Deste total, 33% vivem em acampamentos de refugiados patrocinados pela ONU.

A Faixa de Gaza também tem 6.900 colonos judeus.

As zonas controladas por Israel e os assentamentos ocupam 40% do território.

Israel controla todas as fronteiras e as principais vias de acesso à região.

Jerusalém antes e depois de 1967:

Desde que conquistou a totalidade de Jerusalém em 1967, Israel colocou as partes oriental e ocidentalda cidade sob sua soberania e controle exclusivos.

A parte árabe, em Jerusalém Oriental, foi submetida às leis civis israelenses.

Autoridades israelenses redesenharam os limites municipais de Jerusalém que foram estendidos para o norte e para o sul.

Em 1980, o Parlamento de Israel aprovou uma lei que tornava explícita a anexação de Jerusalém Oriental.

A partir daí, os principais assentamentos de Israel passaram a circundar os perímetros do norte, leste e sul da cidade.

Isso criou uma barreira física entre os palestinos de Jerusalém e os que vivem em outras áreas da Cisjordânia.

Territórios ocupados em 1967:

Em 5 de junho de 1967, Israel atacou o Egito, a Jordânia e a Síria e passou a ocupar a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã e a Península do Sinai.

O princípio de "terra por liberdade" — presente nas negociações árabe-israelenses — é baseado na devolução de territórios ocupados em 1967 por Israel em troca de acordos de paz.

Os acordos reconheciam as fronteiras de Israel e seu direito à segurança.

A Península do Sinai foi devolvida por Israel ao Egito em 1979 como parte do acordo de paz entre os dois países.

Linha do Armistício de 1949:

A Cisjordânia e a Faixa de Gaza tornaram-se duas unidades geográficas distintas com o resultado da Linha de Armistício de 1949, que separou o novo Estado judaico de Israel de outras partes da chamada Palestina.

De 1948 a 1967, a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, era governada pela Jordânia.

Durante o período, a Faixa de Gaza esteve sob administração militar do Egito.

Na época da Guerra Árabe-Israelense, Israel tomou o controle da parte ocidental de Jerusalém, enquanto a Jordânia assumiu o lado leste, incluindo a cidade velha, que abriga monumentos importantes para as religiões judaica, cristã e muçulmana.

Plano da ONU para a partilha da Palestina:

A Assembléia-Geral da ONU aprovou em 1947 a partilha da Palestina em dois Estados: um árabe e outro judaico.

Jerusalém receberia o status de cidade internacional.

O plano, que foi rejeitado pelos palestinos, nunca chegou a ser posto em prática.

Acordo Sykes – Picot:

O acordo Sykes-Picot, de desmembramento do Império Otomano, foi negociado secretamente e concluído em maio de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial.

Os signatários foram a França e Grã-Bretanha, com a anuência da Rússia.

O acordo levou à divisão da região que hoje corresponde a Síria (então controlada pelos turcos), Iraque, Líbano e Palestina em várias áreas administradas pela França e pela Inglaterra.

O documento recebeu o nome de seus negociadores, o britânico Mark Sykes e o francês Georges Picot.

Deus falou através de várias profecias no Velho Testamento que depois que espalhasse Israel por todas as nações, Ele os traria de volta ao seu próprio território que lhes fora dado por promessa para nunca mais saírem de lá. E não somente isto - Ele faria de Jerusalém um cálice de estontear e uma coroa para todas as nações da Terra quando o Messias estivesse reinando nela com todos os santos.

Mas jamais se pensou, quando estas profecias eram examinadas que isto seria feito pela intermediação da ONU, com o estabelecimento da divisão do território da Palestina em dois, sendo uma parte para constituir o novo estado de Israel, e a outra para ser um estado palestino.

Com isto foi aceso um estopim desde que a resolução da ONU foi aprovada, dando por conseguinte, ocasião ao constante conflito entre judeus e palestinos, que culminará com as grandes assolações naquela região, conforme se acham profetizadas na Bíblia, e sobretudo no livro de Apocalipse.

A paz prometida por Deus a Israel não se manifestará,  portanto, sem que haja antes uma grande aflição, como a mulher que se encontra em trabalhos de parto.

Estas coisas estão acontecendo diante dos nossos olhos e pelo que vemos, parece que não haverá mais retorno quanto ao avanço dos últimos passos que culminarão com o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo para livrar Israel da destruição final que estará sendo intentada pelo Anticristo e por todas as nações que estiverem a ele coligadas.

As condições para o conflito final estão sendo amadurecidas, como vemos por exemplo na crise da Ucrânia com a Rússia, que culminou com a assimilação da Criméia pelos russos.  

Esta crise política acendeu as antigas hostilidades entre os EUA e a União Européia contra a Rússia, que por sua vez, está sendo apoiada pela China.

Assim, vai sendo desenhado o palco de operações da Terceira Grande Guerra Mundial, que colocará em cena o Anticristo, e cujo início depende somente que Deus permita que sejam liberadas as forças espirituais que estão operando presentemente para levá-la a termo.

Estamos apresentando a seguir, um artigo que extraímos do Uol, postado por Jayme Brener em 24/05/201010h51, no qual é feita uma breve análise histórica dos conflitos entre judeus e palestinos desde antes da formação do estado de Israel. 

Árabes e judeus: Relacionamento marcado por tensões e conflitos

O conflito entre árabes e judeus é relativamente recente, ao contrário do que muitos acreditam. Até o final do século 19, judeus e diferentes povos árabes viviam como "primos" (o que supõe, claro, conflitos ocasionais), e não só no Oriente Médio. A convivência se estendeu, por exemplo, à Espanha, ocupada pelos árabes até o fim do século 15.

Os problemas ganharam corpo com a crise dos grandes impérios, ao término do século 19, que permitiu o avanço de inúmeros movimentos nacionalistas. Isso tanto no Império Russo como no Império Turco-Otomano e no Império Austro-Húngaro.

Entre os novos movimentos estavam o nacionalismo árabe, que defendia a criação de um grande Estado árabe independente dos turcos; e o movimento sionista, defensor da volta dos judeus à Palestina - dispersos por todo o mundo desde a destruição de seu Estado independente, no início da era cristã.

A 1ª Guerra Mundial (1914-1918) selou o fim dos grandes impérios e redesenhou o mapa do Oriente Médio, que antes era dominado pelos turcos. Os ingleses receberam um mandato da Liga das Nações para ocupar por 30 anos os atuais Iraque, Jordânia e Palestina. A França ficou com o que hoje são a Síria e o Líbano.

Entre os judeus, a maioria vivendo na Europa Oriental e na América do Norte, o sionismo era bastante minoritário. As correntes políticas mais fortes eram as compostas pelos socialistas - defensores da integração dos judeus à luta dos trabalhadores contra o capital -, pelos liberais - favoráveis à integração da população judaica em cada país -, ou, ainda, pelos religiosos ortodoxos.

O problema é que, para conquistar o apoio dos árabes contra os turcos na 1ª Guerra, assim como o respaldo dos judeus nos impérios Russo e Austro-Húngaro, e também nos Estados Unidos, a Grã-Bretanha prometeu a mesma coisa aos dois lados. Aos árabes, um grande Estado independente, o que suporia a inclusão da Palestina. E aos judeus, um "lar nacional" na Palestina.

As duas comunidades passaram então a disputar espaço na Palestina sob mandato britânico. Os sionistas traziam jovens pioneiros da Europa Oriental para cultivar terras compradas dos árabes por milionários judeus. E os nacionalistas árabes lançavam ataques armados contra as novas comunidades judaicas. Os britânicos ficavam no meio do caminho, ora limitando a imigração judaica, ora restringindo os ataques dos militantes árabes.

Massacre na Europa

Tudo mudou com a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando mais de seis milhões de judeus foram massacrados pelos nazifascistas na Europa, ao lado de milhões de russos, poloneses, homossexuais, dissidentes políticos e deficientes físicos e mentais. No final da guerra, com a Europa arrasada, o sionismo tornou-se rapidamente majoritário entre os judeus sobreviventes.

Com a retirada das tropas britânicas da Palestina marcada para 1947, os sionistas - que contavam com a simpatia da opinião pública mundial, devido ao massacre dos judeus na guerra - conseguiram costurar o apoio dos dois grandes vencedores do conflito, União Soviética e Estados Unidos, à divisão do território.

A Assembleia Geral da ONU, então presidida pelo ex-chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, votou pela partilha da Palestina em dois estados - um árabe e outro judeu. Em maio de 1948, o futuro primeiro-ministro David Ben Gurion anunciou a criação do Estado de Israel. O mundo árabe não aceitou a partilha e, nos dias seguintes, sete estados árabes declararam guerra a Israel, que foi invadido por cinco exércitos. Valendo-se da divisão do mundo árabe, os israelenses venceram a guerra e expulsaram muitos palestinos do que deveria ser seu Estado.

Desde então, houve três grandes guerras entre Israel e os países árabes: em 1956, 1967 e 1973. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai, que pertenciam ao Egito, as colinas do Golan (Síria), as fazendas de Shebaa (Líbano), Jerusalém Oriental e a Cisjordânia (Jordânia).

Em 1979, Israel assinou a paz com o Egito, que recebeu de volta o Sinai. Nunca mais o mundo árabe conseguiria unir-se contra o Estado judeu. Sucessivos governos israelenses incentivaram a criação de colônias judaicas nos territórios ocupados, principalmente a Cisjordânia.

Intifadas

A resistência palestina optou então pela luta armada, lançando mão por vezes do terrorismo - com ataques a alvos civis dentro e fora de Israel. O resultado foi pouco alentador e o terrorismo até reforçou a posição de Israel, que tem nos Estados Unidos seu principal aliado. Em 1987, explodiu uma revolta popular contra os israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, inicialmente fora do controle da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e de seu principal líder, Yasser Arafat. A rebelião ficou conhecida como intifada, sobressalto, em árabe.

A reação violenta do exército israelense, que matou centenas de pessoas em poucos dias, desgastou a posição do país. Em seguida, Arafat prometeu desistir da luta armada em favor de negociações políticas que conduzissem à criação de um Estado palestino. Em 1991, sob pressão dos EUA, que enfrentavam a ira das massas árabes por conta da invasão do Iraque, naquele mesmo ano, o então primeiro-ministro ultraconservador de Israel, Itzhak Shamir, aceitou iniciar tímidas negociações de paz com os palestinos, na Conferência de Madrid.

Mas o sucessor de Shamir, Itzhak Rabin, levou as negociações à frente e, em 1993, assinou com Yasser Arafat os acordos de Oslo, com apoio da Casa Branca. O acordo previa a criação da Autoridade Palestina, embrião de um futuro governo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os limites territoriais e a espinhosa questão de Jerusalém - que é reivindicada como capital por israelenses e palestinos - deveriam ser resolvidos nos anos seguintes. Israel também assinou a paz definitiva com a vizinha Jordânia.

As negociações com os palestinos evoluíram com extrema dificuldade, mas, no fim dos anos 90, parecia que a paz estava próxima, em torno de uma proposta israelense que incluía uma complexa equação para permitir a soberania compartilhada sobre Jerusalém. Também parecia próximo um acordo sobre a troca de territórios entre Israel e palestinos para resolver o problema dos quase 200 mil colonos judeus que vivem na Cisjordânia.

Arafat, porém, acreditou que o momento era favorável para aumentar as demandas e apresentou a exigência de realocação, no atual Israel, de milhões de palestinos que haviam perdido suas terras e casas após 1948. O governo israelense não aceitou, as conversações de paz foram por água abaixo e um passeio de outro primeiro-ministro ultraconservador, Ariel Sharon, pela Esplanada das Mesquitas, local sagrado para os muçulmanos em Jerusalém, detonou a segunda intifada, em 2000.

De lá para cá, a paz entre judeus e palestinos tem parecido cada vez mais distante. A OLP, que defendia um acordo com Israel, perdeu espaço nos territórios ocupados para o movimento fundamentalista islâmico Hamas, que tem apoio do Irã e da Síria e rejeita a paz com o Estado judeu. E o cenário político israelense deslocou-se para a direita, com as forças pacifistas perdendo espaço.

Grupos palestinos lançaram mão outra vez do terror, acionando homens (e mulheres) bombas contra alvos civis em Israel. Os israelenses reagiram construindo um imenso muro de proteção que isola suas cidades e estradas dos núcleos residenciais palestinos.

Em 2006, Israel lançou um sangrento ataque contra o Líbano, a propósito de estancar os disparos de foguetes do Hizbolá, facção xiita que tem o apoio da Síria e do Irã. Dois anos depois, também para pôr fim a ataques de foguetes contra seu território, Israel invadiu a Faixa de Gaza, deixando centenas de mortos.

Pouco mais de cem anos depois do nascimento do nacionalismo árabe e do sionismo, as perspectivas de paz entre Israel e seus vizinhos árabes parecem muito distantes. As negociações entre israelenses e palestinos estão paralisadas, assim como qualquer conversa entre Israel, Síria e Líbano. Fala-se até em um novo ataque de Israel contra o Hizbolá libanês, que vem recebendo de sírios e iranianos mísseis capazes de atingir as principais cidades israelenses.

Pior: nos últimos anos um novo player desponta no tabuleiro político regional. Trata-se do Irã, cujo governo é abertamente hostil a Israel e aos EUA, e está engajado em um imponente programa nuclear.

Como se vê, essa história ainda nos reserva muitos capítulos antes do epílogo que todos juram perseguir: a paz duradoura no Oriente Médio.

Jayme Brener é jornalista e escritor.