Jeová é Misericordioso Mas Julga o Pecado

11 de Setembro de 2014 Silvio Dutra Artigos 740

O maior juízo que Deus exerceu sobre o pecado foi quando visitou as nossas iniquidades em Seu próprio Filho amado na cruz do Calvário.
O pecado deve ser julgado e a justiça divina deve ser satisfeita primeiro, para que Ele possa usar de misericórdia para conosco, e por isso tem tratado com a humanidade desde o princípio com base no sacrifício de Jesus.
Vemos esta verdade de ser misericordioso mas que julga o pecado, na revelação que fizera a Moisés.
Tendo ordenado a Moisés que subisse ao cume do Sinai, e este quando lá chegou, Deus proclamou as palavras que estão registradas nos versos 6 e 7 de Êx 34:

“Jeová, Jeová, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade, que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.”.

Deus revelou a Moisés o motivo das penas da lei: Ele não pode inocentar o culpado, e está obrigado pelo Seu atributo de Justiça a exercer juízos sobre a iniquidade. Ele não pode portanto declarar que somos inocentes quando somos culpados, pois Ele é o Deus fiel e verdadeiro que não pode mentir. Mas como é compassivo, clemente e longânimo, grande em misericórdia e fidelidade, Ele pode perdoar a iniquidade, a transgressão e o pecado de todos os pecadores que se arrependam e se convertam dos seus maus caminhos, com base no sólido fundamento que é o pagamento total de nossa dívida de pecados por Jesus na cruz.
Assim, a lei manifesta estes dois aspectos do caráter de Deus: o punitivo e o perdoador.
A lei define o crime e estipula a pena correspondente.
Define o que é bom e estipula a recompensa.
E definia também quais são as ofensas para as quais não haveria perdão no período de vigência daquela aliança (de Moisés a João Batista).
E sendo a igreja uma sociedade dirigida por princípios diferentes dos que regiam o povo de Israel na Antiga Aliança, que constituía uma nação debaixo de um governo teocrático, com leis civis para dirigirem a nação, assim como todas as nações possuem os seus códigos penais e civis para regularem as relações da sociedade, não se prescreve portanto na Nova Aliança, para o povo de Deus, o mesmo processamento previsto na lei de Moisés para os casos de transgressão da lei.
Entretanto, se aprende por princípio, acerca da realidade de que o pecado sujeita à morte, e ainda que alguém que permaneça debaixo da escravidão do pecado não seja punido com uma sentença de morte neste mundo, é bem certo que esta pessoa além de permanecer morta espiritualmente, há de ser condenada à morte eterna, depois que partir desta vida. E se aprende também que Deus detesta o pecado e o punirá caso não haja arrependimento. Do mesmo modo que se agrada da prática da justiça e a recompensará.
Moisés havia preparado as tábuas de pedra para que Deus escrevesse a lei naquelas tábuas com o Seu próprio dedo. E como na Nova Aliança Deus tem prometido escrever a lei em nossas mentes e corações, nós temos que prepará-los para recebê-la, e isto se faz por arrependimento, confissão, fé, e por um caminhar na verdade.
O coração de pedra deve ser quebrado pela convicção e humilhação em relação ao pecado, e como lemos em Tg 1.21: “Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.”. Assim, deve ser mortificado o pecado e em seu lugar deve ser recebida a palavra de Deus.
Tendo sido fortalecido pelas palavras que ouviu de Deus acerca do Seu caráter bondoso e perdoador, Moisés se sentiu encorajado a reafirmar a sua intercessão para que Deus perdoasse o pecado do povo, e pediu também o seguinte: “segue em nosso meio conosco.”; apesar de ser o povo de dura cerviz.
E nisto tudo Moisés se incluiu entre os israelitas assumindo o pecado deles como se fosse o seu próprio pecado ao dizer: “Perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado, toma-nos por tua herança.”.
Nisto ele foi um tipo de Cristo que assumiu os nossos pecados como sendo seus próprios, apesar de não ter pecado, e que se identificou com os pecadores fazendo intercessão por eles junto ao Pai.
E Deus mostraria que é de fato perdoador, ao ter respondido à intercessão de Moisés com as palavras que lemos em Ex 34.10-17.
Ele fez uma aliança com eles de operar maravilhas através de Israel que nunca se fizeram em toda a terra, de modo que os israelitas vissem a obra do Senhor, especialmente lançando fora da presença deles os habitantes de Canaã.
Mas para isto, deveriam se abster de fazer aliança com aquelas nações pagãs que haviam sido condenadas por Deus, em razão da sua impiedade e idolatria.
E não somente não deveriam fazer aliança com eles como deveriam derrubar os seus altares, quebrar suas colunas e cortar seus postes-ídolos, e também não deveriam dar seus filhos em casamento às mulheres de Canaã, para que não se prostituíssem com os seus deuses.
O perdão do pecado da adoração do bezerro de ouro não seria condicional, mas deveriam lembrar que a ruína deles, e o temporário desfavor que tiveram da parte do Senhor se deveu exatamente à idolatria que deveriam agora combater em outras nações, devendo se acautelar por si mesmos, para que não voltassem a incorrer no mesmo pecado.
Para reafirmar aos israelitas o seu completo repúdio à idolatria, no final das promessas e advertências feitas a Moisés para serem ditas a toda a nação de Israel, o Senhor proferiu o seguinte breve mandamento:
“Não farás para ti deuses fundidos.” (Êx 34.17).
Israel deveria revelar às nações que aqueles que adoram imagens de escultura não conhecem o Deus verdadeiro, ainda que o fato de simplesmente não adorar tais imagens signifique necessariamente que se tenha conhecimento de Deus.
Todavia, permanece uma verdade que aqueles que adoram ídolos ou seguramente não conhecem a Deus, ou então estão provocando a Sua ira, porque é Deus zeloso, e não divide a Sua adoração com ninguém, especialmente com falsos deuses criados pela imaginação dos homens.
Daí encontrarmos mesmo no Novo Testamento as seguintes exortações dos apóstolos aos gentios, que haviam se convertido e que tinham vindo do mundo pagão, que era dado à idolatria: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (I Jo 5.21). “que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.” (At 15.20).

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