Lembro como se fosse ontem: primeiro dia de aula na escola onde terminei meus estudos, era fevereiro de 2005. O professor de matemática começou a aula falando da energia das pessoas, disse que naturalmente no dia-a-dia os seres humanos se afastam ou se aproximam, de acordo com a combinação de suas energias. Às vezes nós atravessamos uma rua ou vamos para o extremo da área que nos é disponível para locomoção por causa da energia de uma pessoa, que pode ter nos afastado ou atraído. Esse foi o exemplo que ele citou. A princípio pensei em magnetismo, depois em alguma coisa cósmica até chegar em conclusão nenhuma. Mas a partir daí passei a tentar descobrir a energia das pessoas, será que é isso que me afastava de quase todo mundo? Continuei com uma interrogação na cabeça por alguns meses até esse assunto ser arquivado no meu cérebro. Chegando o ano em que estamos, a discussão voltou à mesa de debate dos neurônios. Sem nenhuma razão, algumas pessoas começaram a aparecer à minha volta com frequência, na maioria das vezes sem mesmo nós termos nos visto. Assim como outras passam bem longe, e quando chegam mais perto o ambiente pesa, e eu nem sequer conheço o indivíduo direito. Não acho que seja uma não-ida-com-a-cara ou com a voz, parece que alguma coisa tenta me alertar de um possível perigo. Soa meio esquizo, não? E quem tem a energia “boa”? Sinto como se devesse falar com eles, mas são estranhos e não tenho coragem ou não sou louco o suficiente. É aí que tá o problema: ansiedade para conhecê-los. “Êi, eu acho que as nossas energias combinam, vamos ser amigos?” Ma che deabos de energia é isso?! Isso é real ou é algum guia sobrenatural? Ou tá acontecendo um occupy de neurônios rebeldes na minha cabeça e eu tô enlouquecendo? Bem, talvez não. Da última vez que senti isso [atração] com força, os cismados acabaram sendo meus amigos no final, mesmo com uma demora de meses. Devo só deixar rolar e ver o que acontece? A Física que se vire!