A língua, veículo refletor dos objetivos comunicacionais, da identidade cultural e dos pensamentos ideológicos, possibilita as interações sociais. De acordo com Bakhtin (2003, p. 261).

Revistas visualmente são mais sofisticadas do que jornais e o que os diferenciam são justamente o texto. Com mais tempo para extrapolações analíticas do fato, as revistas podem produzir textos mais criativos e com mais conteúdo abordado.
As revistas semanais ou de informações-gerais, tem o propósito de fechar lacunas de informações deixadas pelos demais veículos de comunicações a cerca das noticias do cotidiano e por causa do tempo disponível para a produção, tem a oportunidade de somar com os materiais já expostos em outras mídias. Ela busca mostrar aos leitores informações sobre o antes, durante e após de tal acontecimento que está na mídia naquele momento. Outra característica que diferencia esse veículo do jornal é a neutralidade e a escolha do tom, como: humor, tragédia, drama, tensão. Entender sobre o assunto abordado também é fundamental, pois além de facilitar a interpretação, ajuda na elaboração da matéria, porque sem bons argumentos o texto não ganha sustentação. Sergio Villas Boas diz: “Construa-o com a mesma fome que o leitor lerá.”

Contudo, diferente de um jornal, na revista encontramos um leque de fotografia, design e texto. E por causa dessas diferenças, elas são divididas em 3 grupos: as ilustradas, as especializadas e as de informação-geral.
A Editora Abril, que foi fundada em 1950 em São Paulo tem 25 segmentos e é líder em 21. A VEJA é atualmente a maior revista do Brasil e uma das maiores do mundo em informações semanais. Roberto Civita diz: “Na Abril, fomos evoluindo e acabamos adotando a estratégia de segmentação, porque é o que os leitores querem. Há vários tipos de pessoas no mundo, cada uma com sua mania, seu jeito, seu gosto, e isso é especificado em comidas, bebidas, roupas e claro, em revistas. Pessoas que gostam de ciência, não teriam porque ler uma revista sobre gastronomia, e foi a partir daí, com base no que os leitores queriam que se criaram as revistas segmentadas. Uma para cada tipo de público e leitor específico.
O jornal diário não tem disso, pois se resume a tradição, já as revistas com a contemporaneidade e atualidade, que envolve ritmo, visual e de sentido das palavras.
A linguagem de uma revista também é mais cru, pois não se vê fórmulas de redação muito rígidas como no texto de um jornal diário, e as de informação-geral o texto é organizado em tópicos frasais e documentações. Trata-se de abordar o assunto e não o fato, já que isso fica por causa dos jornais, rádios e TV.

Para redatores de uma revista cativarem, de fato, a atenção de seu público-alvo, por meio das chamadas expostas na capa, é fundamental a utilização de “conotações culturais, 3 icônicas e lingüísticas, sobretudo aquelas que veiculam estereótipos, mais facilmente codificáveis e compreensíveis” (CARVALHO, 2007, p.107), capazes de levar o leitor a identificar-se com aquilo que se deseja transmitir.
Uma revista é o ponto de encontro imaginário entre o editor e o leitor, “um fio invisível que une um grupo de pessoas e, nesse sentido, ajuda a construir a identidade, cria identificações, dá sensação de pertencer a um mesmo grupo.
Ao lerem a mesma revista e serem fiéis a ela, leitores transformam-se em um grupo com um interesse em comum. “Não é à toa que leitores gostam de andar abraçados às suas revistas – ou de andar com elas à mostra – para que todos vejam que eles pertencem a este ou aquele grupo. Esse acaba sendo o intuito da revista. Informar, entreter e interagir com o leitor, com desrespeito aquilo que o agrada.