Sem crescer espiritualmente,
Pela mortificação contínua do pecado residente (Rom 7),
E pela renovação da mente por não se conformar ao mundo,
E pelo revestimento contínuo de Cristo,
Por suas graças, especialmente as da fé, do amor, da paciência,
Da longanimidade, da misericórdia, do perdão,
E tudo o mais que opere um verdadeiro refinamento
De nosso caráter moral e espiritual,
Não há como se experimentar e manter,
No Espírito Santo,
A comunhão com Deus e com os demais crentes,
Os quais, a propósito, amar-se-ão tanto mais,
Quanto mais cresçam na santificação de suas vidas.

O amor de comunhão é eminentemente espiritual e é decorrente desse trabalho de regeneração e de renovação do Espírito Santo, e sem isto, toda comunhão decorrente de esforços naturais sempre será superficial e frágil, pronta a se desfazer pela manifestação do pecado residente em alguns ou em todos, com iras, ciúmes, invejas, porfias, impurezas, orgulho, falta de receptividade, de humildade, mansidão, paz, e tudo o que é contrário à manifestação e manutenção do amor de Deus. Assim, somente quando há santificação real nos membros de uma igreja, ver-se-á uma comunhão verdadeira e espiritual entre eles.