Como Identificar um Cristão Pós-Moderno

14 de Maio de 2018 Pr CJJacinto Artigos 56



O pós-modernismo veio com suas mudanças de paradigmas para impor seus “valores” ou seja, uma nova visão da realidade, ela tem duas funções distintas, a desconstrução do antigo e o reconstrução de novos ideais. Para um pós moderno, a sociedade é que determina a realidade, a tolerância e a síntese de opostos são reivindicações novas, e com elas vem o relativismo, o fim de valores absolutos, pois a verdade torna-se relativa e só se encaixa na cultura de alguém, e não no seu todo. Muitos ditos cristãos hoje odeiam os absolutos, portanto a fé cristã perde os seus limites exclusivistas, assim como as verdades bíblicas, ou são ignoradas completamente ou são alegorizadas, para que seus significados sejam alterados e se encaixem na cosmovisão dos protetores da unidade na diversidade. Atualmente soa muito “legalista” ou até mesmo intolerante pensar num cristianismo exclusivista, mas era exatamente isso o que Cristo proclamou (João 3:36 ,14:6, Atos 4:12 etc.) muitos ensinos claros do Novo Testamento que são opostos aos sentimentos amorosos, tolerantes e emotivos do cristão pós-moderno devem agora ser evitados ou reinterpretados pelos pós-modernos. Os julgamentos devem ser evitados, não devemos julgar jamais, isso seria antiestético, antiético e intolerante. É notável verificar que o Senhor Jesus foi muito claro em advertir que surgirão falsos profetas usando o nome dele (Mateus 24:11 e 24) esses falsos profetas seriam conhecidos por seus frutos.(Mateus 3:10, 7:17, 12:33, Lucas 3:9 e 6:43) tais fatos nos levam a rejeitar, confrontar e denunciar os que promovem falsos ensinos (Tito 2:1 e 9) O cristão pós moderno odeia a apologética aplicada à cristandade desviada, odeia os críticos que rejeitam os falsos profetas que se levantam nas plataformas da cristandade, opõem-se aos que se declaram contra a apostasia de nossos dias. Não suportam quando artigos ou pregações falam contra o ecumenismo ou o ecletismo ou ainda contra o sincretismo, odeiam a apologética da fé cristã exclusivista, não aceitam limites para a ortodoxia, como se o casamento da ortodoxia com a apostasia promovesse a causa da fidelidade a Deus. Em nome do amor e da unidade na diversidade, colocam todas as crenças num caldeirão para viver debaixo de uma nova síntese algo que o Senhor Jesus Cristo e os apóstolos jamais tolerariam se estivessem vivendo hoje em nosso meio. Olhe para as cartas de Paulo, ele chama os crentes de Corintos de carnais ( I Coríntios 3:1 ) acusa os galacianos de começarem no Espírito e terminarem na carne (Gálatas 3:3 ) Adverte os Colossenses sobre as vãs filosofias e sutilezas (Colossenses 2:8) acusa os judeus de terem zelo sem entendimento (Romanos 10:2 ) No livro de Apocalipse, vimos certa Igreja rejeitando “irmãos” que portavam títulos apostólicos (Apocalipse 2:2)as epistolas do Novo testamento são um aglomerados de Escritos apologéticos para defender a igreja do sincretismo e da influencia pagã, o contexto cultural em que foram escritas tinha como base tomar oposição a filosofia grega, a mitologia pagã e ao judaísmo corrompido e a mais perigosa de todas as correntes heréticas: o gnosticismo. Não havia ali uma estrutura pseudo-ética tipo “não julgueis”, a posição inegociável de Cristo não era tolerar o erro, apostasia ou heresias, ele chama os fariseus de raça de víboras, sepulcros caiados, (Mateus 23:27 e 33),Adverte que nem todo o que vive debaixo de uma religião que confessa uma fé com sinais e maravilhas será salvo (Mateus 7:15 a 21) da mesma forma, Paulo diz a Tito que nem todos os que confessam a Deus são salvos (Tito 1:16) João Batista e posteriormente, outros apóstolos tomaram a mesma direção.( Mateus 3:7 ) Hoje é inconcebível, para um crente pós moderno, aplicar Tito 3:10, II João 1:9 e 10, Judas 1:3 I Coríntios 10:20 etc., na vida cristã. Temos que tolerar e não julgar, mas o Senhor manda julgar segundo a reta justiça (João 7:24) para o pós moderno, não podemos causar divisão, temos que tolerar pelo amor, relativizar para não criar conflitos sociais, viver debaixo de opostos e viver uma convicção pessoal e não universal, esse reducionismo é a base do sincretismo e da tolerância ao erro e ao engano. Paulo porém exorta-nos a separar-se dos opostos (I Coríntios 6:14 a 18) É o relativismo que faz com que falsos profetas tornam-se cada vez mais livres,fortalece outros evangelhos e promove a mistura com as verdades bíblicas e enganam milhões de pessoas (Galatas1:8 e 9) quando as verdades cristãs deixam de ser absolutas e exclusivas, a vida espiritual torna-se obscurecida pelos novos paradigmas construídos a partir da visão pós -moderna, de que o relativismo deve ser a causa final de todos os valores universais. Mas isso é transformar em dissolução a graça de Deus (Judas 1:4) A ortodoxia cristã é absoluta e de eternidade a eternidade (Salmos 100:5) e cada vez mais será um grande desafio ser um cristão comprometido com os absolutos da Palavra de Deus.

Autor: Clavio J. Jacinto

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