Uma Advertência Amorosa

07 de Julho de 2018 Silvio Dutra Artigos 33


“Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte.” (Hebreus 12.25)

Alguns têm interpretado estas palavras de Hebreus 12.25, como uma mera forma de advertência com o propósito de aterrorizar as mentes dos ouvintes, a partir da comparação de que se não escaparam do juízo de Deus aqueles que foram rebeldes a ele depois de terem presenciado todas as palavras e eventos que lhes foram dirigidos a partir do monte Sinai, quando Deus lhes deu os dez mandamentos, muito mais agora, que Cristo nos foi enviado, ele não permitirá que escapem os que não o ouvirem. A par de ser verdadeiro o que se refere ao juízo, no entanto, não foi esta a intenção do autor de Hebreus ao transmitir tais palavras inspiradas, porque no próprio contexto anterior havia dito que não temos chegado ao monte Sinai e seus terrores, mas “ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.” (Hb 12.22-24), indicando que estamos sendo convocados não pelos terrores da lei, mas pelo amor de Jesus demonstrado em sua morte no Calvário, no qual derramou o seu sangue por nós, e à participação de uma assembleia de santos aperfeiçoados, e participantes da glória divina, de modo que se rejeitarmos tal demonstração de amor para a nossa salvação, o que pode nos esperar senão o juízo eterno?
Quando a epístola aos Hebreus foi escrita, havia cerca de 40 aos decorridos desde a morte e ressurreição de Jesus, e agora, já são passados cerca de dois mil anos, e desde então, pelo testemunho de incontáveis pessoas que se converteram a Cristo, continua sendo comprovada a plena veracidade de tais palavras relativas ao fato de que Deus nos tem salvado por conta de uma grande misericórdia, longanimidade e amor demonstrados à humanidade. Como poderá então ser justificada a rejeição de tal chamado à conversão por parte daqueles que insistem em se manter rebeldes contra Ele e à Sua vontade?


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