O JUÍZO PERFEITO PRESERVA O AMOR

15 de Novembro de 2012 Silvio Dutra Artigos 871

A EXIGÊNCIA DA JUSTIÇA DE DEUS é que o homem deve ser perfeitamente santo como Ele é santo.
Afinal, criou o homem para este propósito.

A REIVINDICAÇÃO DO AMOR DE DEUS é que o homem deve amá-lo com o mesmo amor com que Ele nos ama.

A EXIGÊNCIA DO SEU JUÍZO é que o que nele crê seja salvo, e o que não crê condenado.

A EXIGÊNCIA DA SUA MISERICÓRDIA é que o homem seja perfeito em misericórdia tal como Ele é misericordioso.

Estas perfeições exigidas também se aplicam à bondade divina, longanimidade, alegria, e a elas devem ser acrescidas as relativas ao nosso dever de cultuá-lo, adorá-lo, servi-lo e também amar ao nosso próximo.

CONCLUSÃO: Sem o perdão e salvação de Cristo o homem está perdido.

É desta forma que se deve fazer uma correta apreciação da medida da relação do amor de Deus com os seus juízos.

Se for feita uma avaliação apressada e sem levar em conta todos os seus atributos, é bem possível que se chegue a uma conclusão errada, principalmente no que respeita a não se entender como Ele pode ser amor, e ao mesmo tempo condenar pessoas a um juízo de condenação eterna.

Por incrível que pareça, é justamente pelos juízos que executa com perfeição e reta justiça, que o amor é preservado e garantido.

Se o mal não fosse punido, e o bem fosse condenado, o amor seria totalmente arruinado.

Haveria a perversão do direito garantido pelo que existe no próprio ser divino.

As demandas da justiça o exige, e o próprio pecador clama por ser julgado, como também as suas causas, por um juiz que julgue com justiça exata.

As ofensas não perdoadas e continuadas, permanecem ferindo, magoando os ofendidos, e enchendo os corações dos ofensores de ódio, de ira, de violência e de taras. E porventura tudo isto, não é o oposto do amor?

Como poderia então Deus ser amor, fechando os olhos para tudo aquilo que se faz de errado?
E que contraria os próprios princípios da natureza implantados na consciência humana?

Os céus reclamam, e a terra também reclama, para que o Grande Juiz continue no seu trono, cuja base é justiça, paz e segurança, para o conforto e encorajamento dos que amam.

Todavia, devemos ir um pouco além de tudo isto, e para sermos justos em medida correta, deve ser dito que Deus provou o Seu amor dando-nos o Seu próprio Filho Jesus Cristo, que se fez maldito no nosso lugar, para que pudéssemos ser perdoados, e capacitados pela Sua vida e graça, pelo Espírito, a viver no amor e na justiça do modo que é por Deus exigido.

Embora ainda imperfeitos neste tempo, somos salvos na esperança, por um decreto divino, daquilo que ainda seremos, quando partirmos para estarmos para sempre com Ele, nas perfeições da Sua glória.


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