As pessoas precisam entender que, quando se fala em avanços no Brasil, a análise precisa ser mais holística e menos politizada. Não é A, não é B, mas sim o conjunto da massa trabalhadora brasileira que deve reconhecer o seu mérito. Eu, você, ou todos aqueles que relutam em sair da cama cedo todos os dias para contribuir com o crescimento do país têm participação nisso tudo. Passamos sufocos, passamos por uma ditadura, por um processo de redemocratização, do voto direto, do fim da censura. Temos uma economia estabilizada, embora ande meio capenga. Temos quase o pleno emprego (a Europa nos inveja), reduzimos índices que mantinham o Brasil no submundo da evolução, como a miséria. No entanto, também sabemos que há um novo patamar a ser atingido e muitas mazelas a serem corrigidas. E também isso não é culpa de A ou B, mas de toda uma sociedade, afeita aos jeitinhos e à desorganização atávica de nosso povo. Temos ainda as amarras da burocracia. Temos a altíssima carga tributária, que nos mantêm num complexo sistema de arrecadação em que o nó a ser desatado requer uma revolução não tão simples assim. Temos 500 anos de problemas, mas boas perspectivas doravante. Todos os governos que passaram, todas as pessoas que por aqui estiveram são atores da nossa história. Cabe a nós, cérebros ainda vivos, e às futuras gerações continuarmos atentos ao cenário, aos prós e aos contras. Só joga a toalha quem já morreu.