Gerar informação qualificada e difundir conhecimento de maneira ágil
entre todos os colaboradores, fornecedores e clientes. Esta é a força
motriz por trás da criação de diversas ferramentas de comunicação com as
quais lidamos hoje. Conseguimos, com o auxílio da tecnologia, romper
diversas fronteiras e, simultaneamente, nos tornarmos cidadãos do mundo,
sem deixar a estação de trabalho.


Contestar as facilidades destes recursos? De maneira alguma. Sou um
entusiasta da web 2.0 e, pessoalmente, tento acompanhar não só o meu
perfil no twitter e nas redes sociais que integro, mas também todas as
novidades relacionadas à tecnologia e à comunicação.


Acredito muitíssimo no potencial dessas novas bases de contato
humano, mas acredito ainda mais no equilíbrio e, por isso, levo muito em
conta a experiência de gerações anteriores à minha que pregavam
sabiamente: “A palavra de um homem vale o fio do bigode”.


Pode até parecer um pouco arcaico. Eu concordo. Mas acredito que este
pensamento sobre o valor da palavra empenhada representa, na verdade, o
princípio da confiabilidade nas relações pessoais, algo que, ainda
hoje, depende da proximidade e do contato humano.


Sim, é verdade. Não há como não reconhecer os diversos benefícios
alcançados pelo advento destas novas ferramentas. Se avaliarmos, mesmo
de maneira bem superficial, podemos verificar que com e-mails, instant
messengers e outros tantos recursos utilizados no meio corporativo
temos, além da redução da distância e, claro, do tempo, alguns
benefícios relacionados à sustentabilidade, como a sensível diminuição
na utilização de papéis, devido ao menor número de impressões e até na
emissão de CO2, uma vez que, com a possibilidade de conference calls,
chats e mesmo vídeo conferências, o número de deslocamentos e viagens
para reuniões também acaba decrescendo. Se os benefícios são inegáveis,
as transformações, tanto no ambiente quanto na rotina de trabalho,
também o são.


E entre as grandes mudanças, pode-se destacar a forma inadvertida com
a qual suplantamos o contato pessoal. Não raras vezes, percebemos
pessoas que trabalham juntas, em uma mesma sala, interagindo por meio
destes comunicadores instantâneos. Pode até parecer exagero, mas é como
se, vivendo em uma mesma casa, membros de uma mesma família conversassem
apenas por telefone. E é esse, na verdade, um dos principais receios
relacionados à adoção destes recursos: a frieza e o distanciamento.


Para solucionar, ou mesmo minimizar, estes problemas – principalmente
em empresas que utilizam a tecnologia como plataforma de trabalho, como
é o caso da Catho Online – é necessário executar um intenso trabalho de
gestão de pessoas e de relacionamento, aproximando as diversas equipes
que integram áreas e departamentos diferentes de seus respectivos
líderes.


Ou seja, é preciso realizar um intenso trabalho de humanização das
relações, criando condições favoráveis para que todos os colaboradores
reconheçam não só as pessoas a quem respondem, mas também os colegas com
quem trabalham. Esta estratégia, somada às regras e códigos de conduta,
assim como ao bom senso dos funcionários, forma a base para a
utilização adequada destas ferramentas em ambiente corporativo,
preservando a dinâmica da geração de informação e difusão de
conhecimento sem, contudo, prejudicar a confiabilidade do bom e velho
contato face-to-face.