Redes sociais. Mocinhas ou vilãs?

22 de Outubro de 2013 Adriano Meirinho Artigos 768

As redes sociais realmente impactaram não só o mercado, mas,
principalmente, o comportamento das pessoas e da sociedade em geral.
Percebemos que muitos hábitos de consumidores mudaram, bem como as novas
formas de relacionamento interpessoal também foram alteradas.


Hoje, um grupo de amigos não tem mais o hábito de telefonar uns aos
outros, mas sim, de combinar tudo o que podem pelo Facebook. Lá, não
somente há a agenda dos eventos em que cada um irá, bem como convites
para próximos e pessoas que você não encontrava há anos, que neste novo
contexto, se torna o seu mais novo amigo íntimo em segundos.


Similares mudanças aconteceram no mundo corporativo. As empresas se
viram obrigadas a ter seus perfis nas redes sociais, mesmo sem ter noção
do que aquilo causaria em seu modelo de negócio. Numa mídia social, a
exposição da marca, dos serviços e produtos ficam muito mais próximos de
todos os clientes. E acaba virando mais um canal de atendimento aos
consumidores, espontaneamente, pois lá eles se vêem no direito de não só
postar sugestões e elogios, bem como reclamações.


Ouvimos sempre que as redes trazem benefícios e malefícios às
empresas. Mas que empresa realmente está ganhando muito dinheiro por
estar presente em redes sociais? Que empresa está perdendo renda por ter
a imagem “abalada” nas redes sociais? Na verdade não existe nenhuma
organização ganhando ou perdendo dinheiro. De fato as empresas precisam
estar presentes nas redes sociais, mas enganam-se as que querem estar
presente como um grande ponto de venda. Não por enquanto.


Houve também, casos em que profissionais foram demitidos, por
misturarem a parte profissional com a pessoal nas redes sociais. Um caso
conhecido foi um diretor comercial que falou mal de um time de futebol
em seu perfil, o qual a empresa para qual ele trabalhava era
patrocinadora do time. Foi demitido horas depois.


Mas, afinal, de quem é a responsabilidade das redes sociais? Das
empresas? Dos profissionais? As empresas devem liberar o uso das redes
sociais aos seus funcionários? É preciso uma política ou um código de
conduta? Ou é melhor bloquear o uso a todos? E os colaboradores podem
falar nas redes em nome da empresa? Defendê-la? Ou como eles podem
separar a parte profissional da pessoal? Afinal, as redes sociais são
pessoais, não?


São muitas questões realmente delicadas ainda de terem respostas
efetivas e concretas. Afinal, é um novo comportamento que não sabemos
ainda qual o caminho será o mais eficaz a ser seguido. A certeza de que
temos é que as redes sociais estão mudando toda uma sociedade – pelo
menos no relacionamento interpessoal – e anos à frente, elas serão
estudadas e explicadas nas salas de aula, como um dos grandes marcos da
economia social.


As empresas estão de mãos atadas depois que qualquer rede social pode
ser acessada pelos celulares. Cabe a responsabilidade de cada
profissional saber a hora certa de usar e o que postar. O desafio de
hoje é muito maior do que qualquer bloqueio corporativo – o desafio é
cultural dos profissionais.




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