Muitas análises políticas dizem que, em período pré-eleitoral, lançamento de programa por parte dos governos nada mais é do que propaganda antecipada, preocupada apenas com a cooptação de votos. Acho que esse entendimento muitas vezes se molda quando é sustentado pelos que se opõem ao atual partido no comando, à atual filosofia de governo, de posicionamentos e políticas públicas. Mas também há os que falam por falar. Vão na onda, ecoando o que não se sabe. Todo e qualquer chefe de um poder executivo, desde o seu primeiro dia de mantado até o último, vai tomar atitudes e trabalhar pensando na sua próxima eleição. Ou na eleição de algum companheiro. Toda conquista, obra, melhorias e resultados positivos é motivo para divulgar, gerar notícia, aumentar a popularidade em questão. É óbvio. Nunca foi diferente (infelizmente?). Em período pré-eleitoral, nada muda. Ou melhor, se intensifica a busca por anúncios que sejam de interesse público. Alguma vez na história do Brasil algum governo, seja ele nacional, estadual ou municipal, se omitiu perto da campanha? As propagandas eleitorais na internet, com números e discursos, carros de som pelas ruas (aqueles que todos adoram) começam em julho. Rádio e televisão começam em agosto, conforme a legislação vigente. Aí sim tem data marcada, ficando vedados lançamento de programas e liberação de recursos.Então não tem o que polemizar sempre quando vê o representante do executivo anunciando obras ou algum tipo de melhoria em períodos próximos ao início da campanha eleitoral. O marketing sempre fez e sempre fará parte da administração pública. No entanto, tudo é questão de discernimento.