Jesus é o Juiz de Toda a Terra

18 de Junho de 2014 Silvio Dutra Artigos 578

“18
Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome;



19 e,
avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela
senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira
secou imediatamente.



20
Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que
imediatamente secou a figueira?



21
Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não
duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte
disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito;



22 e
tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.” (Mateus 21.18-22)


Nas
ações que realizou quanto às coisas mais comuns desta vida nosso Senhor Jesus
Cristo sempre demonstrou o grande poder e autoridade da Sua Majestade Divina.



Em
todas as suas palavras e ações nós vemos um Jesus dotado de toda autoridade e todo
poder, revelando e manifestando ser de fato o Criador do universo e de todas as
coisas, e não alguém lânguido, fraco e inconstante como alguns costumam
imaginar erroneamente.



No que
fizera à figueira estéril há uma mensagem poderosa relativa à Sua completa
autoridade sobre a criação, como também o demonstrara na ressurreição de
mortos, na transformação de água em vinho, na multiplicação miraculosa
extraordinária de pães e peixes, e em tantas outras  demonstrações do Seu poder.



Todavia,
esta mensagem da figueira é muito impressiva quanto a nos ensinar o que Ele
fará com o Seu poder de Juiz sobre todos os seres morais que não dão frutos
para Deus.



Como Jesus
procurou figos não os achou, e então fez com que a figueira secasse de modo que
não viveu para cumprir o propósito da sua existência.



A fome  de Deus deve ser saciada com a nossa adoração
e vida santificada, e o que  deve ser
esperado em relação àqueles onde isto não for achado?



Para
ilustrar a verdade de que há uma condenação aguardando por todo aquele que não
frutifica para Deus, nosso Senhor amaldiçoou então a figueira por não ter
achado fruto na mesma, senão apenas folhas, e fez com que ela secasse, ao lhe
dirigir a seguinte palavra de ordem: “Nunca mais nasça fruto de ti”.



No
texto paralelo do evangelho de Marcos está registrado que havia somente folhas
na figueira porque não era ainda a estação dos figos (Mc 11.13).



Alguém
perguntaria porque então Jesus fez com que a figueira secasse, já que não era
tempo de figos? 



Somos
dados a querer entender coisas espirituais com nossa lógica natural.



Se
formos por este caminho poderemos até chegar à conclusão indevida de que nosso
Senhor agiu de forma insensata.



Todavia,
o fato de não ser época de figos, somente serviu para reforçar o ensino que Ele
pretendeu nos dar de que não somos figueiras, mas homens, e que no que respeita
à humanidade, é seu dever sempre dar os frutos esperados por Deus, a tempo e a
fora de tempo, senão estará sujeita a um julgamento.



Nosso
Senhor quis figos e não os encontrou. E qual foi o resultado? Nosso Senhor quer
achar frutos em nós, e se não os acha, qual será o resultado?



Ele nos
mostrou de modo muito veemente o dever que temos para com Deus de estarmos
sempre frutificando para Ele, e este fruto é especialmente o fruto do Espírito
citado em Gál 5.22,23.



Assim,
não foi por nenhum acesso de ira, de indignação, de desprezo pelas árvores, de
descontrole emocional, ou por qualquer motivo injustificável que o Senhor o
fizera, mas para deixar tal ensinamento para nós, e também o de que tudo é
possível ao que crê.



E o
modo de frutificar para Deus é possível somente pela fé. Quanto maior a fé,
maior a frutificação. Dar o fruto do Espírito Santo é impossível para nós, por
nossa própria capacidade, mas não impossível para a fé.



Quando
o Senhor nos mover a orar por coisas, aparentemente impossíveis de serem
feitas, e incompreensíveis para a nossa razão natural, não devemos nos conduzir
pelo que julgamos ser lógico ou possível, mas obedecermos em espírito à ordem
que nos for dada. Se formos chamados a orar por algum impossível, especialmente
em relação a algum fruto do Espírito Santo, como por exemplo, sermos longânimos,
bondosos, misericordiosos, o Senhor é poderoso para torná-lo possível, porque
não há impossíveis para a fé que se apoia em Deus. 



O
pecado da esterilidade espiritual é geralmente o resultado de um outro pecado,
a saber, o da incredulidade.



Por
isso nosso Senhor associou a fé, ao evento de ter secado a figueira, ensinando
aos discípulos que deveriam ter fé para serem santificados, e para operarem
sinais e maravilhas, porque dependeriam disto, e muito, para que não fossem
achados estéreis em suas vidas espirituais diante de Deus.



Este
ensino causou grande impressão e ficou gravado de modo indelével na mente dos
discípulos que testemunharam aquele milagre, e este foi registrado para
produzir o mesmo impacto em nós. 


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