Longanimidade Comprovada na Prática

20 de Junho de 2014 Silvio Dutra Artigos 567

Desde
que nosso Senhor Jesus Cristo instituiu uma nova dispensação (a da graça) com a
Sua morte e ressurreição, foi instituído também um tempo de completa
longanimidade para com todos os pecadores.



Muitos
juízos que eram imediatos nos dias do Velho Testamento sobre determinadas
práticas, como por exemplo, a da idolatria, da impureza sexual, do homicídio
doloso, entre outras, têm sido postergados para o Dia do Juízo Final, durante o
período da dispensação da graça em que vivemos.



Todavia,
vemos muitas demonstrações desta graça divina operando mesmo nos dias do Antigo
Testamento, como podemos ver no relato constante do final do 21º capítulo de I
Reis, e deste podemos entender a  razão
pela qual Deus permite que pessoas ímpias prosperem por um longo tempo enquanto
vivem neste mundo.



O
perverso Acabe havia se humilhado diante do Senhor por causa do juízo que
proferiu contra ele pela boca do profeta Elias.



Ainda
que aquela fosse uma humilhação de um arrependimento apenas externo, e não do
coração, porque continuou nos seus pecados, tendo apenas ficado abatido e
temeroso do mal que foi proferido sobre ele e sobre a sua casa, por causa de
todos os males que praticara em Israel, e principalmente por ter se apoderado
da vinha de Nabote, que foi o fato catalisador daqueles juízos.



Foi tal
o impacto da palavra de Deus através de Elias sobre ele, que rasgou as suas
vestes, jejuava e andava vestido de saco (I Reis 21.27).



Com
isto ele conseguiu mover a compaixão e a bondade de Deus, não para revogar o
juízo, mas para adiar a execução relativa ao extermínio da sua casa, que não
seria feito enquanto ele vivesse, mas nos dias em que seu filho estivesse
reinando depois dele.



Mas não
foi dado a ele o conforto de sabê-lo, porque o Senhor não lhe revelou a sua
decisão, mas ao profeta Elias (v. 29). 



Esta
passagem nos ensina muito sobre a grande longanimidade e bondade de Deus,
porque se um homem como Acabe com uma penitência parcial, e um arrependimento
apenas externo conseguiu prolongar a vida da sua casa, então um penitente
sincero que tenha se arrependido em seu coração dos seus pecados, terá de fato
não somente a sua vida prolongada na terra, como irá justificado para a sua
casa celestial, para estar para sempre na presença de Deus.



As faltas
de Acabe eram imensas e terríveis, mas poderiam também serem perdoadas, para
efeito de justificação, caso ele se arrependesse realmente dos seus pecados,
ainda que não fosse livrado das consequências deles, e dos justas correções do
Senhor.



Não foi
pouca coisa que o Senhor considerou em sua longanimidade em relação a ele,
porque o crime praticado contra Nabote, seu vizinho do palácio, que ele tinha
em Jizreel,  na tribo de Issacar, foi
extremamente abominável, pois foi perpetrado para consumar a satisfação de um
desejo, contra o mandamento que diz “não cobiçarás”, e mais do que satisfazer
uma cobiça, era na verdade para tentar abafar o seu descontentamento em não
poder anexar à sua propriedade o vinhedo vizinho, que pertencia a Nabote.



Quando
Nabote se recusou a vender-lhe a propriedade ou trocá-la por uma outra, porque
era uma herança que vinha passando de pais para filhos desde a antiguidade,
Acabe ficou de tal modo desgostoso e indignado que se recusava a comer porque
havia perdido a fome.



E
quando ele expôs o caso a Jezabel ele estava se vendendo a ela para que tomasse
a iniciativa maligna, que ele certamente sabia que ela tomaria para que o seu
desejo fosse satisfeito.



E a
perversa Jezabel realmente formulou um plano diabólico, de modo que os filhos
de Nabote não poderiam reclamar o seu direito à herança, depois que ele fosse
morto, porque morreria acusado falsamente de ter cometido um crime de estado,
pois seria testemunhado contra ele, por duas pessoas de Belial, que ele havia
blasfemado contra Deus e contra o rei, de maneira que um tal crime faria com
que Nabote fosse morto por apedrejamento, e não daria o direito de posse aos
herdeiros legítimos, e desta forma Acabe poderia assumir o direito vitalício
sobre a propriedade de Nabote.



Para
isto Jezabel usou o sinete real, que ao que tudo indica deveria ser usado por
ela em várias outras ocasiões, debaixo da omissão do rei em favor dela, para
praticar as suas maldades, como por exemplo a de obtenção do apoio dos anciãos
para exterminar os profetas do Senhor.



Esta
era Jezabel e não admira que tenha sido profetizado contra ela por Elias que
seria devorada pelos cães (v. 23).



O
descontentamento é um grande pecado diante do Deus bondoso e provedor, que
cuida especialmente das necessidades dos Seus filhos.



O
descontentamento é um pecado que traz consigo o seu próprio castigo, pois
atormenta os homens, entristece os seus espíritos e enferma o corpo.



Por
isso é ordenado aos cristãos que em tudo deem graças, porque em vez de
descontentamento pelas suas circunstâncias presentes, deveriam aprender a
suportar as suas cruzes com o pensamento fixado nas misericórdias que
desfrutam, especialmente a relativa ao reino futuro que aguarda por eles. 


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