Compreendendo o Significado da Nossa Existência

21 de Junho de 2014 Silvio Dutra Artigos 971

A
compreensão do propósito para o qual fomos criados por Deus, e do verdadeiro
significado de nossas vidas, depende de que o vejamos pela perspectiva correta,
ou seja, pela do espírito eterno que nos foi dado, por termos sidos criados à
Sua imagem e semelhança.



Assim,
quando um ente querido morre podemos ficar cheios de saudade e até mesmo de
tristeza pela ruptura momentânea da companhia que desfrutávamos aqui na Terra.



Porém,
isto não significa de modo algum, para aqueles que atendem ao propósito da
criação da humanidade por Deus, uma ruptura dos laços de amor e união, que são
eternos, e prosseguirão portanto, pela eternidade afora, quando todos
estivermos reunidos com Ele no céu. 



Assim,
juntamos às nossas saudades e tristezas a grande alegria e certeza da esperança
de que a morte não passa na verdade de um até breve querido (a).



Seria
cruel, se a existência de seres conscientes, que possuem o conhecimento do que
seja a vida e a morte, se limitasse apenas ao curto período de vida que temos
neste mundo. Mas, como amamos a um Deus que não é cruel, senão perfeito amor,
podemos estar certos da Sua fidelidade em cumprir todas as boas promessas que
nos fez por estarmos unidos a Jesus Cristo.



As
tribulações e perdas que experimentamos deste outro lado do céu não são motivo
para descrermos na bondade e amor do Senhor. Ao contrário, é justamente por
meio delas que prova o Seu grande amor e misericórdia para conosco, porque em
meio a elas, nos fortalece com a Sua graça e nos dá a certeza da Sua sempre
presença conosco em toda e qualquer circunstância, e o melhor de tudo, faz com
que nisto a nossa fé nEle seja aperfeiçoada, e o nosso caráter é melhorado a
cada tentação e provação que são vencidas pelo poder de Jesus Cristo, que opera
em nós por meio do Espírito Santo.



Nós
podemos ver isto, por exemplo na vida do profeta Jeremias,que quando se
encontrava ainda preso no pátio da guarda, por ordem do rei Zedequias, e mesmo
ali, encarcerado, o Senhor continuou lhe dando as grandes e preciosas
revelações e promessas relativas à Nova Aliança (Jeremias 33).



Ele
encorajou o Seu profeta a não ficar intimidado pelas circunstâncias em que se
encontrava, mas que continuasse na Sua presença, clamando a Ele, porque lhe
responderia ao clamor e lhe anunciaria, ou seja, lhe revelaria as coisas
grandes e ocultas relativas ao futuro glorioso do Seu povo, que Jeremias ainda
não conhecia, e que não se cumpririam nos seus dias de vida na Terra. 



Jerusalém
estava sendo invadida pelos babilônios, mas o Senhor ainda faria com os judeus,
no futuro, tudo o que está escrito a partir do verso 6, no qual afirma o
seguinte:


“Eis
que lhe trarei a ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância
de paz e de segurança.” (v. 6)


Deus
formou Israel para ser um povo santo, e Ele teria este povo santo, quando lhes
desse o Messias, porque não somente faria com que voltassem do exílio em
Babilônia, mas os edificaria, purificando-lhes de toda a iniquidade do seu
pecado contra Ele, e perdoaria todas as suas iniquidades com que haviam pecado
e transgredido contra Ele, conforme promessa que já havia feito através do
profeta em Jer 31.27-34.



Jerusalém
serviria então, conforme a vocação que lhe fora dada por Deus, de nome de júbilo,
de louvor e de glória diante de todas as nações da terra, por verem todo o bem
e paz que o Senhor daria ao Seu povo (Jer 33.9). 



Uma
demonstração desta bem-aventurança eterna, quando estivessem reunidos ao
Messias, seria o fato de trazê-los de volta de Babilônia para a sua própria
terra, na qual eles seriam alegrados novamente por Ele (v. 10 a 14).



E
depois disto, ainda lhes daria o Rei justo prometido em Jer 23.5,6, pelo qual
seria cumprida a promessa de inauguração de uma Nova Aliança com o Seu povo.



É
importante lembrar que mesmo depois da volta dos judeus de Babilônia em 537. a.
C, eles tiveram que esperar ainda 570 anos, até a morte e ressurreição de
Jesus, quando foi finalmente inaugurada a Nova Aliança prometida.



Por
isso o Senhor se referiu ao cumprimento desta promessa como sendo relativa a
dias futuros, com a expressão “Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que
cumprirei...”.



Ele
chamou a Nova Aliança em Cristo, como sendo o cumprimento da boa promessa que
havia dado a Israel e a Judá (v. 14). É boa palavra porque se refere à boa
nova, ao evangelho, que é o Seu poder para salvar os que creem.



O
enfoque da promessa da Nova Aliança não está no povo, mas no Renovo de justiça,
que brotaria a Davi e que executaria juízo e justiça na Terra, porque é a Ele
que o Pai tem dado o poder de julgar tanto a vivos quanto a mortos, como também
de justificar os pecadores que se arrependem e que nEle creem.



É por
isso que o povo que se acha debaixo do governo deste Rei justo será chamado
pelo nome: O SENHOR É NOSSA JUSTIÇA. Porque é por causa da Sua justiça em nós
que temos salvação e segurança eternas (v. 15,16), a saber a Sua justiça eterna
e perfeita com a qual somos justificados.



É nele
que se cumpriria a promessa feita por Deus a Davi no passado de que não lhe
faltaria varão que se assentasse sobre o trono da casa de Israel, e que seria
da sua descendência.



Este
varão que nunca faltará a Davi, assentado em Seu trono, é Cristo (v. 17).



A
segurança deste pacto firmado com Davi é eterna, do mesmo modo que ninguém pode
fazer com que deixe de existir dia e noite (v. 20 a 26).   


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