Lutéo de Flávis Imbuet - mais conhecido como "Imbuet" – (Florença, 1º de abril de 1902 — Ravena, 13 ou 14 de agosto de 1973), foi escritor, poeta, musicista, semiólogo, linguista e artista plástico que ficou conhecido pelo uso de tintas termossensíveis na composição dos seus quadros e manuscritos.


Em vida, Imbuet foi mais do que apenas literato e linguista. Numa época em que os escritos em latim já eram bem desvalorizados, ele redigia seus poemas primeiramente na língua morta, e em seguida os traduzia para o italiano livre.


Como escritor e artista plástico, Imbuet ficou conhecido pelo uso de substâncias corantes termossensíveis em seus manuscritos, mas por conta do material ser extremamente volátil, teve grande parte de seus trabalhos deteriorados ou mesmo destruídos pelo próprio autor com o decorrer do tempo. Grande parte de suas obras encontram-se hoje em estado critico de conservação,


Além do domínio de técnicas de pintura a óleo, Imbuet tinha como característica marcante a produção de retratos em preto e branco mostrando dois ou mais rostos de pessoas diferentes com ângulos e expressões diferentes.


Apesar  da formação musical, pouco compôs em vida, dedicando grande parte de seus estudos à interpretação, transposição e adaptação dos grandes clássicos eruditos.


Suas telas, os manuscritos e retratos remanescentes foram poucas vezes expostos devido a fragilidade e sensibilidade das tintas, e hoje encontram-se grande parte em na Biblioteca Estadual de Ravena  e no acervo pessoal da família de Imbuet.


Bibliografia:


Existem poucas informações nos registos sobre a infância de Imbuet, sabendo-se apenas que ele nasceu em Florença, onde viveu a primeira metade de sua vida e adolescência na casa dos pais.  Era filho de Cornelius Cinéri, um engenheiro químico, e Rosa Sarta de Flávis; uma costureira camponesa.


Quando completou 14 anos, Lutéo se viu expulso e socialmente exilado de sua cidade natal devido ter desenvolvido perturbações epiléticas e distúrbios de ordem psicológica. Não se tem registros sobre o incidente que o levou a ser exilado.


Mas, o exílio, foi ainda maior do que uma simples separação física de sua terra natal: em um de seus manuscritos, ele relata  ter sido completamente abandonado por todos os seus familiares que, por serem de origem católica, afirmavam que o seu corpo estava possuído, e que mesmo após diversas sessões de exorcismo.


Aos 17 anos, e com a indicação de um psicólogo que o atendia no Hospital Santa Orsola (Bolonha)Imbuet  mudou-se para Milão, onde estudou música e artes plásticas na Academia de Brera.  Após concluir sua formação acadêmica, foi convidado a ministrar aulas praticas de artes em meio período (devido o constante tratamento com remédios e terapias) na mesma época ele começou publicar pequenos contos, até ser reconhecido por  André Breton, que o convidou a publicar seu primeiro romance; “Disincarnazione”, obra que lhe rendeu o título de “o amante da morte”.


Após a publicação de Disincanazione, Imbuet  mudou-se para Ravena, onde pode dedicar seu tempo integral a produção artístico-textual, descrevendo sempre em suas obras a sua idéia da "morte personificada" no corpo de uma bela moça, narrando o dia-a-dia da personagem em seu "trabalho", entretanto, a priori o seu foco acabava por ser a exploração do sarcasmo "bem humorado", forjando, assim, situações e artifícios para expor os piores aspectos do ser humano.


Adepto do experimentalismo, suas obras plásticas tiveram tendências impressionistas; com relances de expressionismo e surrealismo. A utilização de variados materiais e texturas (frequentemente manchas de tintas misturadas) como acabamento final; quase sempre acabavam por apresentar temas exorbitantemente controversos (aspecto notável também em seus textos, identificando um agravante de seus distúrbios de personalidades).


Na década de 30 ele conheceu a Arquiteta libanesa Elith Gaeh com quem se casou e teve seu único filho, Albus.


Elith veio a falecer em setembro de 1935, logo após o nascimento de Albus (devido a complicações no parto), o episódio contribuiu para a recaída drástica de Imbuet, que desenvolveu distimia profunda e surtos esquizofrênicos provenientes do abuso do álcool aliado aos remédios que por si só eram considerados perigosos.


Imbuet, viveu em Ravena até a sua morte em decorrência de uma parada cardíaca em agosto de 1973. Deixando o seu único filho, Albus, órfão e afundado em dívidas, o legado artístico de Lutéo não saudou nem sequer o enterro do mesmo, que por fim acabou sendo cremado.


O Pseudônimo:


Seu nome, segundo o testemunho do filho Albus G. Imbuet, tratava-se na verdade de um pseudônimo forjado e adotado pelo próprio artista que apagou todo e qualquer resquício de sua vida passada; registrando documentos falsificados que mostravam desde uma árvore genealógica até certidões com os nomes e assinaturas de familiares que nunca foram comprovadas.


Apesar dessa teoria do pseudônimo nunca chegar a ser realmente comprovada, foi esclarecido em um dos próprios escritos que “Lutéo” seria na verdade apenas um hipocorístico de "Luteos" (do latim: “de coloração amarelada”), o que faz com que tal teoria não seja descartada. E, a grosso modo, seja até endeusada pelos fãs do artista.


Nos documentos, o seu nome era seguido do patronímico "Imbuere" (manchar; impregnar; imbuir; inocular) e do gentílico "Flávus"(âmbar; amarelo). Entretanto, foi a variante "Imbuet" que firmou-se ao hipocorístico máximo, e que acabou imortalizado em uma de suas obras: “O Âmbar da Macha Amarela”


Especula-se ainda que o artista sofria de Deuteranopia (daltonismo) desenvolvido na infância por conta de uma lesão no olho esquerdo, ou mesmo Xantopsia (perturbação visual onde o indivíduo só enxerga tudo que estiver ao seu redor amarelado) devido ao abuso de álcool.


AVISO! AS INFORMAÇÕES AQUI CONTIDAS SÃO DE CARÁTER FICTÍCIO E NÃO DEVEM SER LEVADAS AS SÉRIO. ALGUNS LUGARES, CIDADE E PESSOAS SÃO REAIS, MAS TIVERAM SEUS NOMES ALTERADOS DEVIDO PRESERVAR A IDENTIDADE DAS MESMAS.

Assinado: I. S. Conrado,  autor do blog imbuet.com



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