Não é nada. Só cansei dessa tua falta de vontade. Vontade de nós, de mim, e, às vezes, até de você. Cansei desse enjoou não normal que você sente da vida. E das nossas DR's infinitas. E das nossas discussões do nada. Cansei de amar demais e receber de menos. De doar amor demais e receber patadas, demais. De levar tanto carinho e receber tantos espinhos. Cansei dessa sua indiferença de nós dois, já fomos tão iguais que não sei nem se Freud explica tanta indiferença criada, não-aceita, resmungada, respirada, rejeitada. E quem diria que nós, que já fomos tão nós, hoje somos só o resto de uma coisa, talvez, boa - se é que possamos ser chamados de resto. Talvez fôssemos um sonho nunca acontecido, não sonhado, um pré-sonho, uma imaginação, talvez. Talvez fôssemos reais e não sabíamos, ou não queríamos saber. Não sei, só sei que não dá pra lutar por um plural bonito no singular, afinal de contas: ''quando um plural não quer, um singular não insiste.''.