Em Busca de um Novo Fim

27 de Maio de 2014 Ricky Araújo Biografias 1100

 Eu sempre fui um garoto normal como todos os outros, gostava de ir à escola de sair com os meus amigos, fazia trabalhos por meio período para ajudar nas despesas da minha família só que para eles isso não importava, quando não tinha dinheiro passava fome, passava frio. Além do fato de ser pobre e viver na miséria, meu pai e minha mãe brigavam constantemente, em casa me tratavam como um completo estranho e só lembravam de mim no final do mês para me pedir dinheiro para comprar bebidas e cigarros, o único sustento que tinha depois de passar meu tempo livre lavando pratos, no restaurante do centro da cidade.

 Quando eu era pequeno não agüentava mais ouvir meu pai bêbado gritando com minha mãe todos os dias, depois dela voltar cansada da faxina de empregada domestica. A cena se repetia diariamente e como não tinha o meu próprio quarto, tapava os ouvidos até que os gritos parassem, “era um verdadeiro inferno dentro da minha própria casa”. O único jeito era sair daquele lugar, eu sempre fugia para uma loja de discos perto de onde trabalhava e escutava a minha banda favorita, aquilo era o meu refugio. (Quando ouvia aquelas musicas era como se me desliga-se do mundo da realidade e esquecesse de todos os meus problemas de alguma forma era como se a melodia chama-se pelo meu nome como se ela me consolasse), “era tudo o que eu queria”.

 Um dia, vindo da minha escola encontrei um instrumento, surrado e jogado no lixo era o violão mais lindo que já avia visto. (Naquela época não era um musico profissional mais sabia arranhar alguns acordes), prometi para mim mesmo que me tornaria um cantor famoso e que ficaria dependente de mim mesmo assim sairia do inferno daquela casa. "Aquilo que consegui foi à coisa mais importante da minha vida", era o meu propósito e tudo o que eu queria era realizar-los.

 Meses depois as minhas musicas estouraram e eu era um cantor bastante conhecido, iria assinar o meu primeiro contrato com uma gravadora muito famosa, "não esperava a hora começar as gravações e receber o meu cachê para poder alugar ou comprar uma casa onde eu viveria longe daqueles gritos e de todo aquele sofrimento". No dia seguinte, lavando os últimos pratos do meu meio expediente, eu estava tão feliz pensando que seria a minha ultima vez naquela rotina maldita, (neste momento me sentia fraco e meio zonzo que pensei em dar uma pausa), - eu estava exausto me apoiei na pia do restaurante, alguém ressaltou: “-Ralph você está pálido”, aquilo soou abafado na minha mente fazendo um eco insuportável e tudo escureceu. “Realmente aquela seria a minha ultima vez naquela rotina maldita”.

 Quando acordei, estava em um leito de hospital com a cabeça raspada sentindo muita dor. Os médicos, dissera que eu teria sofrido uma contusão cerebral por causa de uma pancada muito forte na cabeça, (foi quando tentei impedir que meu pai bêbado, batesse na minha mãe novamente e ele me acertou por acidente com a garrafa de cerveja), "aquilo desgraçou com a minha vida". A única visita que tinha era a dos médicos e enfermeiras do hospital, até que desisti de esperar e fiquei em uma escuridão profunda e depois do coma só sobrou um dia após o outro até que tudo acabace, até que todos me esquecessem. (Quando era criança, tapava os ouvidos até que os gritos parassem), mais o que não sabia era que aquilo me deu forças para lutar e ser uma pessoa melhor.

A musica me ensinou a demonstrar meus sentimentos mais profundos que um dia não tive coragem de desabafar, me tornando a pessoa que sou hoje e isso eu nunca esquecerei. Talvez meus pais, não teriam culpa do que aconteceu, só não tivemos tempo de nos entender, espero que onde estejam eles me perdoem sei que nunca fomos uma família feliz. Mais se, ouves-se uma oportunidade com certeza seriamos. (Os aceitarei e estarei de braços abertos a espera de nossa felicidade e serei grato eternamente grato de todo o meu coração, obrigado...)

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