Deixa eu mergulhar em teu olhar só pra ter uns minutos a mais, pra ver meu mundo em você, testemunha ocular da minha sina...

Guardo memórias virtuais, retratos e momentos. Minhas tentativas de fazer você sorrir. A agenda agora mais flexível aos teus horários. Digo que é um sucesso te ver feliz.

E por horas eu pensei que jamais teria novamente a chance, que fosse o que fosse, não chegaria tão perto das nuvens, mesmo que um mar não nos detivesse.

Ainda penso nos teus olhos fitando minha face, o que devo fazer para poder te-los em mim? Nunca volte atrás, porque é a partir de hoje que poderei te encontrar.

Como aquela baladinha rock, lá nos fundos da sua casa, que te embalam ainda, posso ver sua dança solitária de frente para o espelho da sala. Saudades da sua silhueta ao ar, de vê-la dançar.

E ainda ecoa na minha cabeça o som da sua foto, e brilha aos ouvidos o som da sua voz. Sentidos que se confundem, gritando novamente, um ciclo interminável de paródias de nós dois.

Sóbrio como a diversão infante de uma criança soldado nas guerras imaginárias, adrenalina solta como no primeiro toque da sirene, vago até chegar em você.

Não discerni ainda, se verdes ou azuis, mas me fascinam tamanha volatividade ao sol. Banhados de alegria e histórias pra contar, de coisas que já viu.

Escrevo esta carta em clamor aos teus olhos, pra que não derramem lágrimas em vão, mas que venham, modestamente, em minha direção. Simplesmente porque ainda quero vê-los.