Meu orgulho te afastou de mim
Uma tempestade se vai
Deixando somente os sussurros e a terra molhada
Pelas lágrimas que um dia arranquei de você
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Perdi você para minha imaturidade
Fui tapando meus olhos diante da sua luz
Sua voz pulsa em meus ouvidos como se estivesse comigo
Se alastra diante do caos que se encontra minha mente
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A minha egoísta vontade de ter tudo, desceu o rio junto a ti
Acordei e, vi que o céu sem você parece não ter sentido algum.
Do que adianta após os pesos e tropeços o perdão?
Ao óbvio, ao senso comum ,ao certo, é uma novela sem fim.
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Não lhe perdi, meu eu lhe perdeu.
Eu comecei a tatear e senti-la nesse momento.
Demasiado tarde para me abrir e dizer o que sinto ou suplicar para um novo amanhã
Diante dos excessos de tentativas frustradas
E do mar de espinhos e de ingratidão que jorrou do meu peito
Não me resta mais nada.
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Posteriormente a todo esse fluxo de ingratidão.
Me resta fugir, não fugir da vida, do ânimo vital
Mas fugir de mim, deixar-me em paz, respirar, enxergar,
E não te procurar mais.
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Perdi não só você
Perdi um pezinho gostoso, um colo.
Perdi meu melhor, ou talvez o único amor.
Entendo que o amanhã será justo e fará seu papel
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Sei que o tempo pode me apagar da sua vida.
Mas não apagará oque é para mim.
- Tempo sei que ela tem que partir, mas por favor, se sentir que me arrependi, me dê uma nova chance de fazê-la feliz.
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Raphael Melhado 2013