Carta aos amigos

11 de Agosto de 2011 AmandaBomfim Cartas 1230

Pensei em como iria começar, qual palavra iria iniciar o primeiro parágrafo. Tá ai, já se foram 2 linhas sem qualquer assunto.
Na verdade, o problema não é a falta de assunto, é o excesso deles. Inicialmente, quis falar para alguns amigos algumas coisas, mas sem dizer quem eram diretamente.
Vou tentar definir os amigos, na verdade dividi-los em grupo. Com características que eu identifiquei e relacionei, então qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Nesses casos, é cada leitor por si. Se você for algum amigo meu, talvez eu esteja falando sobre você em especial; mas se não conhecer, seria legal você parar pra pensar se você se encaixa nas coisas que vou aqui dizer.
Provavelmente, daqui em diante, vai ficar cada vez mais chato. Aviso logo, até porque, entrar nos meus pensamentos pode ser um mau negócio.
Sabe, existe vários tipos de amigos, dá até para dividi-los em grupos: Bons e Maus.
Os bons são, basicamente, aqueles que nunca vão deixar você na mão; não antes de lutar, e muito, contra isso. Eles são tão bons, que às vezes enche. São tão bons que chegam a ser idiotas.
Quando digo “idiotas” é no sentido de que, às vezes, não os vemos como bons amigos que só querem o nosso bem, e passamos a tê-los apenas como pessoas, muitas vezes, chatas; ou então engraçadas. Raramente algo além disso.
Tem também os “apenas”. São aqueles que são “apenas colegas”, “apenas vizinhos”, “apenas amigos”… É bom ter alguns desses porque ele dificilmente vai nos magoar. Não esperamos muito deles, nem eles de nós, e por isso qualquer decepção que possa acontecer não vai doer tanto. Vai sarar mais rápido do que um possível decepção do próximo grupo.
Os amigos “meio” são difíceis e confusos. Confusos porque não entendemos direito o que eles esperam de nós. São “meio legais”, “meio tristes”, “meio amigos”, dentre outras formações. Mas quando digo “meio amigos” quero dizer que são aqueles que, por mais que nos mostremos à disposição de ajudá-los, eles não parecem se importar conosco.
Não pensamos muito nisso quando eles nos pedem ajuda. Nós os amamos muito, é um amor diferente. Eles às vezes até nos tratam mal, mas são esses que costumam precisar mais de nossa ajuda. São com esses que nós nos preocupamos mais, que cuidamos mais. Nós cuidamos mais deles do que de nós, cuidamos mais dos problemas deles do que dos nossos.
Poderia escrever parágrafos e parágrafos sobre os amigos “meio”, mas a lista continua.
Gosto de falar sobre os amigos “pareceria”. São aqueles que podemos chamar de irmãos(ãs), aqueles que vão estar sempre conosco, aqueles que confiam em nós mais do que em si mesmos. E que, logicamente, confiamos da mesma forma, e nos dispomos para o que eles precisarem da mesma forma também.
Escrevo muito pois penso e sinto muito, mas tenho que parar por aqui com esse texto. Está grande e sinceramente, um pouco chato, mas espero ter passado a mensagem que queria passar a todos vocês. Façam uso das minhas informações, creio que sejam úteis.

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