Eu estive olhando minhas fotos. Há nelas um sorriso que não é meu. Um sorriso não verdadeiro. Antes eu sabia o motivo de sorrir, mas hoje eu sorrio por obrigação, - aprendi- pra ninguém vir me perguntar. – Ei, amigo, o que foi? E eu ter que responder - Ta vendo esse buraco aqui no meio do meu peito, irmão? Já existiu um coração, mas foi deixado tão deplorável que eu preferi guardá-lo em meu bolso, e fico com ele com a unica finalidade de me manter vivo. É que às vezes ele aqui – colocaria a mão no buraco do meu peito - é mais vulnerável... E pra passar o tempo, de vez em quando eu o coloco de volta, só pra sentir de novo... Só pra eu me lembrar e não me desacostumar de como era, e nessas aventuras, acabo preferindo tê-lo no bolso mesmo