Estirada sobre a terra podre, meus olhos escorrendo, a dor está presa a minha garganta. O cheiro horrendo me deixa zonza. Meu estômago está revirando, começo a ter ânsia de vomito, mas não há nada em meu estômago.
Escuto o barulho de alguns bichos, o único que consigo reconhecer é o da coruja. O tempo começa a mudar de quente e ensolarado para frio e nublado. Nunca estive nesse lugar antes, não sei onde estou, parece ser o lixão.
Começo a tremer de frio, preciso ir embora, entretanto estou esfalfada. Sinto algo subir em minhas pernas nuas, é algo escorregadio e gélido. Levando a cabeça o suficiente para perceber que é uma cobra, fico apavorada, minha respiração se acelera. A cobra está quase chegado ao meu rosto, quando ela se transforma em um homem com cabelos negros, olhos fumegastes, ele está sem camisa, sua barriga é definida, seu corpo quente fazendo meu frio cessar.
Seus lábios tocam meu pescoço, escuto "fique tranquila, cuidarei de você", meu corpo se arrepia ao ouvir isso. Então nossas bocas se encontram, em um beijo quente e ardente.
Não sei quem ele é, mas sei que pertenço a ele. Nossas almas se encaixam perfeitamente, temos uma ligação estranha que não consigo entender. E seu nome surge em minha mente, "Dunkelheit", como mágica.
Antes que eu pudesse soltar a respiração, já não estávamos mais naquele lugar imundo.