Descobertas Adolescentes-Ultimas Semanas-Cap-82:

06 de Agosto de 2014 guilherme Contos 749

Parte 1:

Os três estavam felizes, com um sorriso no rosto, sentindo o calor do sol naquele momento de oração. Quando ouviram um barulho seguido de algo penetrando seus corpos brutamente. Abriram os olhos e suas vistas ficaram turvas, quase que juntos caíram no chão do tiro, atordoados e escutando de longe os gritos das pessoas.

Ricardo: Chamem uma ambulanciaaaaaaa

Tonia: Meu Deus.

Ricardo e Tonia foram os únicos que conseguiram falar algo e se mexer. Fernando, Miguel, Rafael e Daniel estavam ali parados diante dos corpos.

Rafael: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Mãeeeeeeeeeeeeeeeee

O grito de Rafael finalmente saiu e o garoto se abaixou ao lado da mãe. Fernando correu para junto de Theo e pegou em suas mãos.

Fernando: Theo, amigo. Não

Igor: Miguel, fala alguma coisa. Miguelll

Igor chegou na frente de Miguel e o sacudiu, fazendo Miguel despertar de seu transe ao olhar o corpo de Gabriel ao chão. E lentamente caminhou-se ate ele.

Miguel: Gabriel.

Marta ouvia a sirene da ambulância chegando e pegou no braço de seu filho e marido.

Marta: eu amo vocês dois. Eu amo

Rafael: não fala nada mãe, você vai sair dessa, você vai...

Marta fechou os olhos e Rafael desatou a chorar, juntamente com Daniel e Augusto que abraçou o namorado. A ambulância chegou e pegou logo Marta que estava desacordada.

Theo: Nando, esta doendo. Esta doendo.

Fernando: Meu Deus, Theooo, vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem, a ambulância já chegou.

Theo foi o segundo a ser levado para ambulância, seus olhos se encontram com o microfone ao chão sujo de sangue.

Gabriel: Miguel, Miguel.

Miguel: estou aqui amor, estou aqui.

Gabriel: Não me deixa por favor, não me deixa.

Miguel: eu não vou te deixar. Me desculpa Gabi, me desculpa.

Miguel voltou a chorar forte e pois a cabeça na barriga de Gabriel chorando. Os médicos retiraram ele e levaram Gabriel para ambulância, o restante seguiu eles rumo ao hospital. Seus corações estavam na mão. A ambulância partiu.

No beco da boate, os policias estavam procurando quem havia atirado.

Policial 1: Não achamos nada delegado.

Delegado: o Tiro veio de cima da boate. Deus salve esses jovens.

Policial 1: você acha que quem fez isso foi?

Delegado: não, eu não acho nada.

HOSPITAL

Estavam todos na sala de espera, os três estavam passando por uma cirurgia. Rafael estava sentado em um canto com Augusto ao seu lado, com a cabeça apoiado em seu ombro em lagrimas. Daniel permanecia em pé de um lado para o outro. Fernando estava fixado em olhar para um ponto, tendo ao seu lado Ricardo e Tonia. Miguel estava sentado e nervoso.

Miguel: a culpa é minha

Todos se viraram para ele.

Rafael: do que você esta falando?

Miguel: A culpa é toda minha, Gabriel queria desistir e eu prometi a ele que nada iria acontecer. E agora ele esta passando por uma cirurgia.

Tonia: Miguel cara, a culpa não foi sua, não pense isso vai ser pior.

Rafael: e você não foi o único, eu também quis continuar.

Miguel: Não, não aceito. A culpa é minha, se algo acontecer com qualquer um deles, vocês podem me culpar, por que eu fiz isso, eu prometi que nada ia acontecer e não pude cumprir isso.

Rafael levantou-se e abraçou Miguel apertado e chamou Fernando e Daniel para o abraço também.

Rafael: Minha mãe, o Gabi e o Theo vão sair dessa, não tenho duvida. Eles vão sair.

PEDRO

Pedro: como assim? Quem foi baleado?

Lauro: Parece que a mãe de um deles, o Gabriel e o cantor Theo.

Pedro: Theo?

Lauro: sim, os três estão no hospital uma hora dessas.

Pedro: o Theo não pode morrer, não pode.

Lauro: ele é seu amigo? Sinto muito Pedro, espero que ele melhore.

Pedro: eu também, por que ele só pode morrer nas minhas mãos. Hahahaha

Lauro: hahaha, agora entendi.

HOSPITAL

*** Rafael era pequeno, estava correndo na rua quando caiu e ralou o joelho e começou a chorar, Marta saiu correndo na porta.

Marta: Filhoooo, o que aconteceu?

Rafael: eu cai mãe.

Marta; O meu Deus, vem , vou fazer um curativo.

Marta carregou Rafael e entraram, Marta começou a fazer o curativo e Rafael a observava, quando terminou, o garoto deu um abraço na mãe.

Rafael: Obrigado mamãe***

Aquelas lembranças pioraram a situação de Rafael que já sentado voltou a chorar. Miguel continuava se achando culpado, estava com a cabeça baixa, as lagrimas pingavam no chão. Fernando estava com a cabeça encostada na parede do Hospital com os olhos profundos.

*** Fernando: você que ser cantor? Hahaha

Theo: porque a risada? Eu canto tão mal assim?

Fernando: não, canta ate bem. Quer dizer que eu serei amigo de alguém famoso então?

Theo: quem disse? Quando eu for famoso e rico, não vou nem olhar para você.

Fernando: Pow, esta certo então.

Theo: to brincando seu bobo, você é meu melhor amigo, para todo o sempre.***

Fernando: para todo o sempre. Os pensamentos de Fernando foram interrompidos com a chegada do médico, ele e todos se levantaram.

Miguel: alguma noticia doutor?

Doutor: Um deles já esta bem e já pode receber um de vocês, os outros dois ainda estão em cirurgia, o caso deles foi mais grave.

Rafael: quem já esta bem?

Doutor: É o Gabriel, ele já pode receber visita.

Miguel respirou muito aliviado. Rafael e os outros sorriram para ele, e Miguel seguiu para o quarto de Gabriel. Ele entrou lentamente, Gabriel olhou para ele e sorriu. Miguel caiu em lagrimas.

Miguel: me desculpa meu amor, me desculpa.

Gabriel: Desculpar o que seu bobo? Estou bem, voltei para você.

Miguel: se eu tivesse te escutado e não tivesse permitido seguir em frente, nada disso teria acontecido.

Gabriel: não podemos prever o futuro amor, todos nos fomos negligentes, se tiver um culpado, é todo mundo, não só você, por favor. Não pense nisso.

Miguel deu um beijo em Gabriel e alisou o seu rosto.

Miguel: Eu percebi que eu não sou nada sem você, eu não conseguiria segui em frente se você não sobrevivesse.

Gabriel: e acha que eu naõ sei disso? Por isso eu voltei. Eu te amo Miguel.

Miguel balançou a cabeça positivamente e riu em meio as lagrimas.

Miguel: eu te amo.

RESIDENCIA DE GUSTAVO

Gustavo chegou em casa chorando e deitou-se na cama, sentia uma dor no peito e as lembranças não ajudavam.

*** Felipe: Gu?

Gustavo: fala amor

Felipe: eu te amo

Gustavo: oww, também te amo, seu pequenininho.

Felipe olhou se tinha gente na rua por perto. E beijou Gustavo rapidamente. Que deu um sorriso para o garoto.

Gustavo: Lipe, vou te fazer uma promessa, nos iremos ser felizes, nos iremos viver juntos, irei enfrentar tudo por você. Sabe por que?

Felipe: por que?

Gustavo: por que eu te amo, por que me da força pra seguir sempre em frente, por que você é especial para mim.

Os olhos dos dois garotos de 14 anos tinham lagrimas.

Felipe: eu te amo Gustavo, muito mesmo cara.***

Gustavo: como foi que eu permitir tudo acabar assim? O que foi que eu fiz com a minha vida? Meu Deus. O que foi que eu fiz?

Gustavo continuava a chorar. O garoto virou-se na cama chorando.

*** Felipe fechou os olhos e imaginou Gustavo ali ao seu lado. Foi despertado com seu celular vibrando. Era Gustavo, Felipe atendeu rapidamente.

Felipe: meu amor lindo, estava pensando em você.

Gustavo: então foi isso, que venho na minha mente a imagem de um garoto lindo, sorridente e dizendo que me amava no céu.

Felipe: hehe... esta vendo as estrelas também?

Gustavo: sim, pensando em você

Felipe: estamos ligados.

Gustavo: Lipe?

Felipe: fala meu amor

Gustavo: é sobre nos assumirmos, seria melhor fazermos o mais rápido possível. Assim seremos livres, e mesmo se nos prenderem, enfrentaremos todos eles pelo nosso amor.

Felipe: nossa... é por isso que eu te amo.

Ficaram horas conversando.

Felipe: estou com sono, vou dormir.

Gustavo: também amor, tive uma idéia, vamos ficar com o celular ligado, iremos ouvir um ao outro dormindo.

Felipe: sim sim

E assim fizeram, deitaram-se com os celulares ligados. Felipe foi o primeiro a dormir, Gustavo ficou um bom tempo o ouvindo, com lagrimas nos olhos.

Gustavo: te amo... ***

Gustavo: eu estraguei tudo

HOSPITAL

As horas haviam passado, Miguel não havia saído do quarto de Gabriel. Os outros aguardavam noticias na sala de espera, Rafael e Fernando estavam impacientes, andando de um lado para o outro.

Fernando: não estou mais aguentando esperar, eu vou...

Fernando foi interrompido, quando viu uma intensa movimentação dos médicos.

Fernando: meu Deus, aconteceu alguma coisa.

Os outros se levantaram, Fernando e Rafael foram correndo ate os médicos.

Rafael: o que esta acontecendo?

Medico: Duas pessoas que foram baleadas, eles estão entre a vida e a morte.

Rafael: nãoooooo. Aii me Deuss.

Daniel chegou escutando e desatou a chorar abraçando o filho. Voltaram e contaram aos outros. Que ficaram também muitos tristes.

Rafael: O Miguel não é culpado, o culpado sou eu. Se eu nunca tivesse seguido meu sonho e ter feito aquele Centro.

Augusto: amor, não. Se naõ fosse o centro, nós nunca teríamos nos encontrados, você nunca conheceria o Davi e o Centro era o sonho de sua mãe também

Rafael: não estou preparado para perde-la amor, não estou.

Os minutos foram passando e cada minuto sem noticias era um tormento para todos. Ate que finalmente o Doutor chegou e todos olharam para ele. Rafael e Fernando não conseguiam perguntar nada.

Daniel: então Doutor?

O medico ficou em silencio.

Doutor: os dois estavam em estados graves, os médicos fizeram de tudo.

Ricardo levou a mão a boca chorando.

Ricardo: O meu Deus.

Doutor: Mas só conseguiram salvar somente uma vida.

Rafael e Fernando se olharam em lagrimas.

Ricardo: não tonia

Ricardo chorou forte e abraçou Tonia que confortou o namorado.

Daniel: fala doutor.

Daniel falava chorando.

Parte 2:

Doutor: Sinto muito mesmo, senhor, mas sua esposa... ela não resistiu.

Rafael: AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, Mãaaaaaaaaaaaaaaaae.

Rafael saiu correndo pelo hospital e entrou no quarto onde estava a mãe, as lagrimas desciam cada vez mais rápido, quando se aproximava do corpo inerte da mãe estendido na maca.

Rafael: Mãe. Mãe não me deixa ,não me deixa. Aiiii, aiiii.;

Daniel e Augusto entraram e abraçaram Rafael, os três estavam chorando.

Daniel: Marta, meu amor.

Rafael: minha mãe Augusto, minha mãe.

Rafael abraçou Augusto.

RESIDENCIA FAMILIA FERNANDES

Felipe e Edgar estavam em casa, quando alguém bateu na porta, os dois atenderam e era Gustavo.

Felipe: Gustavo?

Gustavo: preciso falar com... vocês dois.

HOSPITAL

Ricardo foi falar a noticia para Gabriel e Miguel que também choraram.

Gabriel: como o Rafael esta?

Ricardo: ele desmaiou ainda pouco.

Gabriel: Ele era muito ligado a mãe. Por que as pessoas tem que morrer? Isso é muito duro.

Ricardo: Sim, muito duro.

Miguel: e o Theo?

Ricardo: ainda esta desacordado, ele vai ter que ficar no hospital por uns dias.

Daniel foi para casa pegar algumas coisas de Marta e olhou para dentro da casa e começou a chorar.

Daniel: Sinto muito meu amor, sinto muito.

Daniel sentou-se no sofá e começou a bater na almofada e chorando, deitou-se no sofá.

Rafael acordou ao lado de Augusto que estava segurando sua mão.

Rafael: Eu estava dormindo? Então foi tudo um sonho, graças a Deus.

Augusto chorou e abraçou o namorado.

Augusto: não meu amor, não foi um sonho.

Rafael: então, ela realmente esta morta? Minha mãe esta morta.

Fernando estava observando Theo, com a a companhia de Guilherme e Matt.

Guilherme: Ele vai ficar bem amor.

Fernando: ele vai sim, ele vai ser um grande cantor ainda.

Guilherme abraçou Fernando e Matt se juntou ao abraço.

Ricardo foi procurar Tonia, que estava na sacada de um dos quartos, Ricardo percebeu que era o mesmo que ele e Tonia se beijaram pela primeira vez. Tonia estava chorando.

Ricardo: O que foi amor?

Tonia: Estava lembrando de minha mãe, ela morreu e eu não estava la, Ricardo, não estava la para me despedir, e ir ao enterro dela.

Ricardo: Sinto muito Tonia, sinto muito.

Os dois se abraçaram.

Carol entrou no quarto onde estava Blenda, ainda não sabiam das coisas. Blenda finalmente tinha recebido alta. As duas garotas saíram do hospital com a filha na mão.

Carol: somos uma família completa agora.

Blenda: Somos sim.

PEDRO

Pedro estava sentado no lado de fora, quando Lauro voltou da cidade com noticias.

Lauro: Theo parece que sobreviveu.

Pedro: Ótimo.

Lauro: Pedro, eu achei essa carta dentro do meu carro, não abri, mais tem seu nome escrita nela.

Lauro entregou a carta para Pedro e saiu. Pedro ficou estudando ela e abriu e tinha uma carta nela.

“ Precisamos nos ver, daqui a uma semana, na sua casa. Tenho uma proposta para te fazer. Assinado: Um amigo”

Pedro: mas quem será?

Parte 3:

Pedro girou a carta na mão, para ver se achava alguma coisa, uma pista. Mas não encontrou nada. Pedro chamou Lauro de volta.

Pedro: Me conta, como você achou isso?

Lauro: fui saber sobre seu “amigo” Theo, e quando voltei encontrei isso no meu carro.

Pedro: mas impossível, quem saberia que estou com você?

Lauro: Não sei Pedro. Não faço ideia.

Pedro: essa historia esta muito estranha, bem, mas como diz a carta, só vou saber do que é de quem se trata na próxima semana.

Lauro: Quer que preparemos alguma armadilha, caso seja alguma emboscada para você?

Pedro: quero sim.

Lauro balançou a cabeça para Pedro positivamente e saiu. Pedro leu a carta novamente.

RESIDENCIA FAMILIA FERNANDES

Felipe, mais ainda Edgar, estavam achando estranho Gustavo ali em frente a eles, querendo falar com os dois.

Edgar: o que você quer falar com a gente, necessariamente?

Gustavo: Eu queria pedir desculpas ao Lipe e pedir a vocês dois para me aceitarem como amigo de vocês.

Edgar olhou para Felipe com ar de deboche.

Edgar: jura?

Felipe: Amor, sem deboche ta, olha como ele esta. Ele esta realmente triste vem Gustavo entra.

Gustavo entrou e Edgar puxou Felipe para outro cômodo da casa.

Felipe: que?

Edgar: ele vai ficar andando por aqui agora? E quando eu não tiver aqui?

Felipe: amor, você já esta praticamente morando aqui e eu e o Gustavo não temos mais nada. E já o superei e quero continuar com a amizade.

Edgar: se você diz, ta bom então.

Os dois voltaram para a sala e se sentaram nos sofá, Edgar deu a mão para Felipe e Gustavo viu.

Felipe: o que foi que aconteceu com você na manifestação hoje?

Gustavo: eu e o Nicolas terminamos, ele é um tipo muito diferente de mim e do que eu costumava ter.

Edgar olhou para Gustavo o fuzilando e apertando a mão de Felipe. Felipe olhou para ele e sorriu e o beijou na frente de Gustavo, que ficou olhando e desviou o olhar.

Felipe: Pelo menos você não viu a tragédia que aconteceu.

Gustavo: que tragédia?

Felipe: ainda não soube, vai passar no noticiário, acho que já começou.

Felipe ligou a televisão.

Repórter: A manifestação realizada pelo Centro de Apoio em perceberia com o Grupo Gay da Bahia, terminou em tragédia, quando três pessoas foram baleadas no que pode-se dizer em um ataque de homofobia. Um deles Gabriel já esta melhor e amanha a noite já recebera alta. O outro menino Theo, conhecido como cantor nas rádios locais, esta gravemente ferido, mas não corre mais risco de morte, infelizmente Marta Brandão, não resistiu e morreu, ela é mãe do dono do Centro, Rafael Brandão.

Felipe: Meu Deus, não acredito nisso.

Todos três naquele momento estavam chocados.

HOSPITAL

Tonia ainda estava no quarto do hospital com Ricardo, olhando as estrelas e segurando as mãos do namorado.

Tonia: Amor, se eu fazer uma coisa, você aceitaria?

Ricardo: depende, o que é?

Ricardo estava curioso.

Tonia: eu quero ir em São Paulo, mas eu volto.

Ricardo: o que você vai fazer em São Paulo?

Tonia: quero visitar o tumulo da minha mãe e ver meu pai.

Ricardo: Amor, não é perigoso ver teu pai?

Tonia: ele esta preso, não poderá me fazer nada. Eu preciso ir la.

Ricardo: tudo bem, não vou poder ir por causa da faculdade.

Tonia: eu sei. Eu te amo muito

Ricardo: eu também.

Os dois se abraçaram e se beijaram

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Dia Seguinte

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Estavam todos andando pela cidade em direção ao cemitério, para enterrar Marta. Rafael e Daniel iam ao lado do caixão, chorando muito. Seus amigos iam atrás juntamente com os demais parentes e vários gays e gêneros para prestar homenagem. Rafael ia chorando

*** Marta: Me chamo Marta, sou mãe do Rafael. E quero deixar uma mensagem a todas as mães que estão aqui presentes. Ame seus filhos sempre. Vou dizer a verdade. Se meu filho não tivesse em coma e tivesse me dito que era gay, provavelmente eu não aceitaria. Mas quando ele entrou em coma e eu vi que podia perde-lo, e depois descobrir que ele era Gay. Nada mais importou. Ele era meu filho e nada mudaria isso. Vimos o caso da Aline, que só aceitou o filho depois de sua morte. E quero pedir a vocês que não esperam algo de ruim acontecer a eles para você aceitar, aceitem, os amem e eduquem enquanto é tempo. Diga com a boca cheia, eu te amo. Como eu digo que amo o Rafael.

Rafael abraçou a mãe e o pai em coletivo e em lagrimas.

Rafael: eu te amo mãe, você é a melhor mãe do mundo.

Marta: Nunca perca a sua essência filho.

Rafael: obrigado, por tudo. ***

Já estavam colocando Marta dentro da cova, essa era a pior parte, era o ultimo adeus. Rafael jogou as flores, e em seguida as pessoas também. Rafael pegou a pá e jogou a primeira terra juntamente com as lagrimas.

Rafael: Mãe, mãe... o que vai ser de mim agora? Você que sempre esteve ao meu lado, desde pequeno.

*** Rafael era menino e estava na cama deitado. Marta ao seu lado, havia acabado de fechar o livro de Peter Pan, o menino que nunca crescia.

Marta: boa noite meu Peter Pan

Rafael: boa noite sininho.

Marta beijou o filho e saiu desligando a luz, e tudo escureceu e Rafael não a via mais***

As lagrimas continuavam descendo, em meio as aplausos das pessoas. Daniel desmaiou quando a ultima pá de terra foi jogada e ele foi amparado pelos outros para o hospital, Rafael continuou.

Guilherme e Fernando observavam tudo, também muito tristes.

Guilherme: Sei que você não gosta de que eu fale do Bruno, mas, ele não acreditava em fantasmas.

Fernando: Creio que se precisarmos acreditar em fantasmas, por que é a única garantia de que podemos ver todos que já foram um dia.

Guilherme: Verdade. Nando.

Guilherme abraçou Fernando.

Guilherme: eu queria te fazer um pedido.

Fernando: o que foi?

Guilherme: queria que você fosse em Belo Horizonte comigo. Soube que a tonia vai para São Paulo para ver o tumulo da mãe e eu acho que para eu seguir em frente realmente, preciso ver o tumulo do Bruno. E queria que você estivesse comigo.

Fernando: claro amor.

As pessoas começaram a ir embora, ate que ficou Rafael sozinho ajoelhado perante o tumulo de sua mãe. Augusto e Davi se aproximarem e ficaram ao lado dele, os três chorando.

Davi: não fica assim, eu sei o que você ta passando, ainda não tenho sua idade, mas também já perdi a minha mãe e o meu pai.

Rafael respirou e olhou e sorriu para Davi

Rafael: você é um menino de ouro Davi.

Davi abraçou confortavelmente Rafael e Augusto abraçou os dois também, Rafael botou a mão por cima da terra passando o abraço para a mãe também.

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Noite

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Ricardo estava digitando algo no computador e Tonia estava na cozinha, depois de um tempo, tonia veio para sala com dois copos na mão.

Ricardo: o que é isso?

Tonia: Chocolate quente.

Tonia deu para Ricardo colocando seu queixo em cima da cabeça do namorado e em seguida o beijando. Quando viu seu nome na tela do Pc

Tonia: o que é isso?

Ricardo: sabe, a ideia do Pedro? De escrever um livro. Vai que da certo em escrever sobre a historia dessas pessoas que sofrem e lutam.

Tonia: e eu to nela?olha

Ricardo: claro né, um dos protagonistas. Por isso peguei o numero daquele meninos, para eu escrever a historia deles também.

Tonia: hum, então serão bastante coisas.

Ricardo: Talvez, uns cinco livros. Afinal, não foi pouca coisa que a gente passou.

Tonia: verdade amor, tantas coisas que eu, você, e os meninos passamos. Tantas historias, que bom que você vai registrar elas, para quem sabe um dia depois de nossa ida desse mundo, todos possam ler.

Ricardo: Difícil mesmo vai ser escrever o final, já que o final é onde todos são congelados.

Tonia: Mas quem for ler, tenho certeza que ficaram marcados com algum personagem e sempre se lembraram deles, assim como grande personalidades da historia são imortais por ser lembrados, os personagens também se tornam imortais.E como se chamara

Ricardo:Descobertas Adolescentes

Ricardo olhou para tonia e sorriu.

Parte 4:

RESIDENCIA DE RAFAL, AUGUSTO E DAVI

Rafael estava deitado na cama chorando, quando Augusto e Davi entraram no quarto de pijamas e deitaram na cama. Daniel estava no quarto de Davi.

Davi: vamos dormir os três aqui. Ta vendo, você nunca estará sozinho. Estou aqui também, aprendi isso com meu irmão, abafa o caso.

Rafael: Então vem.

Davi se deitou entre Augusto e Rafael e foi abraçados pelos dois, Rafael e Augusto trocaram um selinho.

Davi: Sabe, você não poderia ser um Pai melhor Rafa.

Rafael: você me chamou de?

Davi: Pai, você é um pai.

Rafael chorou emocionado e abraçou Davi

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DIA

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Fernando estava no quarto de Theo, com o amigo, Theo já havia despertado, mais tinha quer ficar em repouso e se mexer bem pouco.

Theo: sinto muito pelo que houve com a Marta, o Rafael deve ta arrasado, ela era uma pessoa maravilhosa.

Fernando: era assim, e você como é que esta?

Theo: entediado, sabe como eu sou né, preciso cantar, dançar, e não ficar travado nessa cama. Acho bom darem uma festa para mim, quando eu sair daqui.

Fernando: o medico falou que você vai ter que passar mais de uma semana aqui.

Theo: não vou aguentar, pelo menos o medico é gostoso. Espero que o matt não escute isso. Cadê ele?

Fernando: ta na boate depois vem cá te ver.

Theo: outra coisa que vou fazer, é acabar com Matt de tanto, você sabe o que.

Fernando: não preciso dos detalhes amigo.

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Tonia estava se arrumando para viajar para São Paulo. Estavam também esperando Plinio que havia resolvido ir também, para ver a família.

Ricardo: comportem-se vocês dois em São Paulo.

Tonia: pode deixar Sargento. Acho que chegaram

Plinio e Maicon entraram na casa com duas malas.

Ricardo: Maicon também vai?

Maicon: naõ, vou dormir aqui com você, não quero ficar la em casa sozinho, pode?

Ricardo: que bom, vou ter companhia, pode sim.

Tonia: então vamos Plinio.

Plinio: vamos.

Tonia: tchau amor.

Tonia beijou Ricardo profundamente e a abraçou.

Plinio: Voltamos em breve.

Plinio abraçou e beijou Maicon e os dois saíram. Ricardo sentiu um calafrio ao fechar a porta.

Ricardo: então. Somos eu e você... ou não

Ricardo falou quando alguém bateu na porta, ele atendeu e era Fernando.

Fernando: Encontrei a tonia e o Plinio, eles já estão indo né.

Ricardo: aham. O que o trás aqui amigo?

Fernando entrou e viu Maicon sentado no sofá.

Fernando: Oi Maicon

Maicon: Oi Nando.

O clima de ex namorados não tinha como não ficar.

Fernando: Ricardo, eu e o matt estávamos pensando em realizar uma festa para o Theo na Boate, quando ele sair do hospital.

Ricardo: seria uma ótima ideia. Acho que Tonia e Plinio já estarão aqui a tempo.

Fernando: ai estava pensando, você poderia convidar aqueles garotos também, só estive pensando sobre o Rafael, faz bem em chama-lo?

Ricardo: agora não, como vai ter um tempo para o Theo sair, acho que vai ser o suficiente para ele sentir vontade de sair novamente.

Fernando: você tem razão.

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Noite

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Blenda estava morta de cansada e ia deitar para dormir, quando o bebe voltou a chorar, fazendo carol rir.

Carol: ela deve ta querendo mamar, vou buscar ela

Carol foi ate o berço e pegou a menina no colo.

Carol: é o que que essa menina linda quer? É o que, hein?

Carol falava balançando levemente a menina que ria e levou para Blenda dar de mamar.

Blenda: Nossa vida agora vai entrar nos eixo hein depois de tanta agonia, Mariana se foi, Deise não é mais problema, já parir.

Carol: agora é só eu, você e o nosso bebe.

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Ricardo e Maicon estavam sentados na sala ao ver TV, estavam quietos. O celular de Ricardo tocou

Ricardo: tonia esta ligando

Tonia: amor, já chegamos aqui já

Ricardo: ainda bem, demorou hein

Tonia: atrasou o aeroporto.

Ricardo: aham, ta. Estão onde?

Tonia: chegando na minha antiga casa com Plinio

Ricardo: esta bem. Estou com saudades.

Tonia: também, mow, chegamos, vou desligar aqui, beijos. Plinio ta mandando um beijo para Maicon

Ricardo: Beijo. Maicon, Plinio mandou um beijo.

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SÃO PAULO

Tonia: dei seu recado ao Maicon. Nossa quanto tempo, parece ate que foram anos que eu não vinha aqui.

Plinio: né? Saudades desse ar paulistano.

Os dois riram enquanto iam abrindo a porta.

Tonia: ué, ta destrancada.

Os dois entraram e se espantaram quando cinco homens apareceram na frente deles dois com um bastão.

Homem: Sabia que uma hora você iria aparecer aqui, Plinio.

Os dois homens com bastaõ, bateram com ele na cabeça de Tonia e Plinio, fazendo os dois desmaiarem.

Continua....


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