Cronicas de Jean - parte 3 - Fim de expediente

12 de Agosto de 2014 Abimaleh Kayron Contos 690

Tudo corria bem na reunião, ela comandava facilmente a todos, sua voz suave e macia fazia-se ouvir ecoando como o canto doce dos anjos.

- Espero que todos tenham entendido, o que estou propondo aqui hoje - dizia ela terminando a reunião - Quero que todos deem cento e dez por cento de si, nesta empresa.

Eu não fazia ideia de sobre o que ela falava, passei a reunião toda fitando aqueles lábios doces e macios que eu havia beijado na noite anterior, aqueles olhos que me fascinavam e me intrigavam fortemente, e aquele mar dourado em sua cabeça, um ouro tao vivo que qualquer um desejaria ter. Todos já estavam saindo da sala, "talvez eu devesse sair também", pensei comigo. Peguei minha bolsa, e coloquei nos ombros, me virei sem olhar nos olhos dela, seria um pecado a mais para pagar depois.

- Onde pensa que vai senhor Jean - ela disse.

Me virei e a olhei nos olhos, mas logo desviei o olhar como se fosse um crime fitar olhos tao belos.

- Você vem comigo para a minha sala - ela prosseguiu.

- S..sim - respondi com dificuldade.

Pelos céus como essa mulher exercia autoridade sobre mim, era como se ao chegar perto dela eu perdesse o foco, um magnetismo tao grande que me desnorteava. Só posso segui-la de perto ate a sala que ficava ao fim do corredor.

Ela adentrou a sala, esta estava repleta de caixas, no centro da sala uma imensa mesa digna da nova chefe, e por trás dessa mesa uma cadeira de couro vermelha, enquanto que na frente da mesa a cadeira era pequena de madeira, sentar ali era com toda a certeza desconfortável.

- Sente-se senhor Jean.

- Eu temia isso - sussurrei pra mim mesmo.

- Como? - ela questionou, certamente me ouviu.

- Não, nada - respondi.

Ela sentou-se sobre a enorme cadeira vermelha e cruzou as pernas lentamente, depositando depois as mãos sobre os joelhos, "se eu pudesse ver através dos objetos poderia ver a cor de sua calcinha", pensei.

- Senhor Jean, o senhor não acha importante prestar atenção nas reuniões?

- Sim, acho - respondi mecanicamente.

- Achar não é o suficiente - disse ela erguendo-se da cadeira com um olhar de irritação - Você tem que ter certeza do que quer.

Meu espanto ao ver ela daquele modo era visível, tanto que ela baixou o tom de voz e caminhou ate mim, deu a volta na cadeira onde eu estava sentado e botou as mãos em meus ombros apertando-os com delicadeza. Aquilo me deixou mais perplexo ainda, "qual o objetivo dela, me enlouquecer?" pensei rapidamente. Ela se abaixou perto do meu ouvido e disse bem baixinho:

- O que achou a noite passada?

Eu gelei, ela não estava me ignorando ou disfarçando, estava apenas brincando comigo, vendo ate onde eu iria com a brincadeira que a deliciava. Me recompus o máximo que pude.

- Perdão? Noite? Não lembro de noite alguma - disse entrando na brincadeira.

- Não lembra é - ela disse sorrindo - Deixe que eu refresque a sua memoria então.

Ela se virou para mim e sentou em minhas pernas, pegou minha mão e colocou entre suas pernas, ela estava sem calcinha, e intensamente molhada. Deixei-me guiar pelo momento e comecei a acaricia-la levemente, ela se contorcia sobre minhas pernas e agarrava meus cabelos com força, ela então me beijou com desejo segurando a minha nuca enquanto eu acelerava o movimento com meus dedos em sua vagina molhada. 

Ela abriu minha camisa lentamente botão por botão, segurou minha mão a retirando de dentro de seu sexo, e beijou meu peito descendo pela minha barriga,abriu meu cinto e logo apos o meu zíper, colocando meu pênis para fora e começou a me chupar intensamente, "deus como isso é bom" pensava eu. Ela subia e descia pelo meu pênis, e varia vezes se dedicava à glande, passando a língua felinamente sobre ele. Ergui seu vestido e a encaixei em meu corpo, comecei então a fazer movimentos, subindo e descendo ela em minhas pernas numa cavalgada lenta. Ela gemia baixinho em meu ouvido e me abraçava de olhos fechados delirando de prazer.

Lentamente fui entrando em estado de êxtase, era amor que estávamos fazendo, não apenas sexo. Eu gemi baixo no ouvido dela dizendo entre o gemido.

- Estou quase - Ao que ela respondeu.

- Goze dentro de mim meu Jean.

O jato de esperma preencheu a vagina molhada dela, e meu pênis se contraia dentro dela, acompanhando as pulsações provocadas pelas paredes de seu sexo. Ela saiu de cima de mim e beijou minha boca lentamente, enquanto ajeitava o vestido.

- Muito bem senhor Jean - disse ela mudando de tom - Pode ir.

Eu estava ali sem ação, ouvindo a mulher que acabara de fazer amor comigo me mandar embora como um garoto de programa, me levantei ajeitando minha calça e abotoando minha camisa e sai sem proferir uma unica palavra ou me virar. Se tivesse olhado para trás poderia ver seus olhos azuis reluzentes lacrimejando em meio ao sorriso que estampava sua face branca.

Naquela noite eu não teria mais sono, o gato da minha vizinha já havia sido encontrado quando cheguei, mas isso não era importante, agora eu só tinha um objetivo, descobrir o que essa loira estava escondendo de mim, "droga, eu nem perguntei seu nome". Agora é dormir e imaginar o que ela esconde de mim.


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