Um lugar chamado ParaisoLândia

04 de Setembro de 2011 Thiago Medeiros Contos 988

Eu viajante como sou, andando de lugar em lugar, nunca ficando nem me apegando a paisagem alguma, minha sina é viajar.
Certa vez cai de para quedas numa ilha que parecia ser deserta, com suas belezas naturais, fiquei abismado com o trabalho magnifico de Deus naquele local, com tanta beleza num lugar só. Resolvi explorar este lugar, mas sempre com o pensamento de só conhecer e logo ir embora, como seria de costume. Na primeira noite na ilha encontrei um lindo lago de águas cristalinas e calmas, muito lindo, resolvi entrar no lago, e era a água mais gostosa que nadei, olhando parecia calma, mas não era tão calma assim, me assustei e logo sai. Mas na mesma noite não resisti e nadei a noite toda. Logo coloquei um nome na ilha: "Paraisolândia".
Passaram-se dias e eu ainda explorando Paraisolândia, sem entrar muito a dentro, no "coração" da ilha, explorando somente a parte periférica. A ilha parecia feita para mim, tudo que eu gostava tinha lá, não dava vontade de sair.
Mas sem querer, fui adentrando rumo ao coração de Paraisolândia. O caminho era muito lindo, parecia não ter dificuldades, mas no caminho tinha marcas no chão, algumas inscrições nas árvores. Percebi que já tinha ido pessoas lá, mas uma dúvida me pegou. "Por que ninguém habitava Paraisolândia?". A hora que chego ao centro vejo uma gruta, mas com uma gigante pedra na porta, não deixando ninguém entrar, nessa pedra tinha um nome, o nome seria da única pessoa que habitava a ilha e morava naquela gruta no coração de Paraisolandia. Frustrado tive que ir embora.
Não entendi o que aconteceu comigo, viajante andarilho sem querer criar raízes em lugar algum, aquela ilha mexeu comigo, ficou na memoria as aventuras dos dias em que lá passei, dos bons momentos que Paraisolândia me proporcionou.
Um dia após minha partida já em casa pensando que tudo não passará de um sonho, vejo algo que me traz toda a lembrança, dos bons momentos lá passado, sem querer encontrei algo que era de Paraisolândia, que terei que devolver.
(...)

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