Pelo que se foi... - Capítulo 07 - Ad Hoc

18 de Setembro de 2011 TFJ Contos 849

Sete


Ad Hoc



Hugh Jeffreys é um homem diligente e flexível por natureza, e essa combinação de qualidades em seu caráter sempre lhe valeu uma posição relativamente confortável nos corredores do poder, onde uma simples escorregadela pode sempre significar a ruína. Essas habilidades naturais, associadas a uma inteligência aguda e um recatado senso de propriedade, sempre lhe valeram a confiança dos “grandes” na cúpula da Ordem Negra.

Porém, da mesma forma, elas também sempre o obrigaram a “pisar em ovos” por todo o seu caminho, ao tentar dirimir os conflitos entre as vaidades da alta cúpula de maneira eficiente. Só que muitas vezes, sua posição o colocava frente a tais diferenças de interesses entre aqueles egos descomunais, que o punham em situações extremas, muitas delas situações limite, onde recaía sobre si a responsabilidade de escolher um caminho a seguir que poderia fazer a diferença entre uma solução amigável ou uma verdadeira batalha campal. E ele acabara de se deparar com uma dessas situações em particular naquela manhã de sábado.

— Isso não vai acabar bem. — falou consigo ao receber o relatório matinal.

“Ela não pode saber disso, pelo menos não agora, enquanto Guilherme está por chegar”. Decidiu esconder de sua poderosa, e no mais das vezes dada a atitudes temperamentais Senhora, as informações que havia recebido pelo canal classificado por hora, embora não o pudesse fazer por tempo indefinido.

Suas atribuições como Primeiro Secretário do Quorum, assessor direto da Guardiã das Lendas e chefe das Informações, lhe garantiam a prerrogativa de decidir quando e como revelar uma informação, mas não de omiti-la. E ele lançaria mão desse artifício pela maior quantidade de tempo possível. “Tempo, preciso de tempo para encontrar uma alternativa”. Jeffreys ainda não sabia disso, mas “tempo” era algo do que ele definitivamente não dispunha.

Foi então informado de que a pessoa aguardada para a reunião chegara, e aguardava no hall de entrada. “Vamos ver para quê afinal você pediu esse encontro, amigo”. E dirigiu-se para o saguão, onde o homem esperava.

— Bom dia Guilherme, como tem passado?

— Muito bem agradado senhor Jeffreys, muito bem agradado. Como vão a andar as nossas Informações?

— Poderiam andar melhores… Acompanhe-me, por favor, Lady Marie Anne o aguarda na sala de estar.

Seguiram pelo largo hall da mansão e após passarem por uma arcada à direita adentraram a ampla sala onde uma enorme lareira dominava a parede dos fundos. Perto dela Lady Marie Anne, sentada a uma poltrona, lia um jornal. Ela levantou-se ao notar a aproximação dos dois homens, estendendo a mão para o visitante.

— Bom dia, Guilherme. O quê o traz aqui tão cedo numa manhã de sábado?

— O dia está realmente magnífico, Marie Anne, embora o que me traga aqui seja um assunto um tanto menos agradável.

— Sentem-se. — e indicou-lhes poltronas para que se acomodassem. Imagino que o assunto seja de fato grave, a ponto de não poder esperar pela reunião da próxima semana.

— É seguro falarmos aqui? — perguntou Guilherme.

— Se não fosse eu o receberia em outro recinto. Pode falar.

— Vim em mostra de boa-fé, Senhora de Sank’harath. Lembro de ter-lhe prometido dar informações a respeito do agente no Caso Lombard assim que surgissem, mesmo que antes da próxima reunião.

— Lembro-me sim. Só não contava com uma ação tão rápida.

— O fato da pressa é significativo, uma vez que ocorreram problemas. — respondeu o homem ignorando a provocação. Nosso agente passou por um incidente inesperado de relativa gravidade, e com isso houve o risco de uma ruptura. Ele teve a sua posição exposta, e agora precisa retrair-se.

— E isso representa que sua identidade deve continuar convenientemente incógnita até segunda ordem, não é mesmo?

— É o que recomenda a cartilha, se não estou a enganar-me.

— Conheço bem a cartilha e suas normas de segurança, afinal fui eu mesma que escrevi a maioria delas. Compreendo a situação e com isso sua vinda aqui se torna ainda mais intrigante. Para quê tanto açodamento para justificar uma manobra evasiva rotineira?

— Já lhe disse, para dar mostras de boa-fé. Não desejo antagonismos maiores dentro do Conselho.

— Boa-fé… Você não dá ponto sem-nó, Guilherme. O quê é, está se vacinando contra a possibilidade de eu lhe fazer uma futura indagação mais aguda perante o Conselho? Teme que eu me exacerbe, que cometa algum tipo de imprudência?

— Na verdade sim, Marie. Você me constrangeu perante o Conselho, fez acusações tangenciais. Eu não gostaria de que tal desgaste entre nós dois voltasse a surgir perante o Pleno novamente. A Alta Cúpula não pode digladiar-se na frente do Quorum, esses assuntos são melhores tratados no recesso dos gabinetes do que nas salas de audiências.

— Guilherme, já chega dessa retórica, não tente me fazer de tola. A Guardiã não teria um ataque histérico ou adotaria uma atitude paranóica no Pleno do Conselho pelo mero recuo defensivo de um agente, normas são normas. Responda-me com sinceridade: O quê você está pretendendo de fato?

— Avaliá-la, Marie Anne. Nos últimos anos tu não perdes uma oportunidade de contrariar-me, seja em público ou não. Sinceramente não sei mais até que ponto eu posso lhe confiar.

— Uma resposta franca e objetiva, afinal. E também temerária. Guilherme, você tem o desplante de vir à minha casa e fazer insinuações a respeito de minhas intenções e da minha lealdade? Pois sim! Ao que me parece você está invertendo as posições na situação, Guilherme de Taprobana, pois é você quem vem de muito agindo de forma duvidosa e suspeita!

— Não faça acusações que não podes provar, Senhora. Nunca fiz ou desfiz algo se não em benefício da Ordem.

— Então você se confunde com a própria Ordem! Quer dizer que a partir de agora, qualquer atitude contrária aos seus interesses será tomada por você atitude de dissidência?

— Julgo o uso do termo “dissidência” inapropriado, Senhora. Sugiro que o substitua por “traição”. Esse é o meu recado sincero, Guardiã das Lendas.

— E a minha resposta, Primeiro-Irmão, é a seguinte…

“Esta audiência está encerrada. Saia da minha residência e jamais volte a colocar seus pés aqui, ou não responderei por meus atos! Ninguém me agride sob meu teto e permanece respirando, e só lhe farei uma exceção pelo fato da posição que ocupa. Mas não espere que um título vá lhe garantir a sua integridade eternamente, pois minha tolerância tem limites estreitos, e você está a um passo de ultrapassá-los. Agora tenha a gentileza de retirar-se!”
Era esta a resposta que corria pela sua cabeça, e por um instante quase a despejou sobre Guilherme. Mas conteve-se, e ficou calada, com o olhar fixo no do homem sentado a sua frente, refletindo sobre a inusitada situação. “Algo me diz que é exatamente isso o que deseja ouvir de mim, velho amigo. Mas não lhe darei uma vitória tão rápida… Nem tão fácil”.

— Não compreendo sua atitude. O que lhe incomoda tanto, Guilherme? Toda essa encenação e tais ameaças… Somente por que indaguei sobre um repórter? Toquei um nervo exposto, por acaso?

Parecia não ter sido aquela a resposta que Guilherme esperava ouvir, mas nem por isso demonstrou-se chocado. As coisas não se poderiam resolver da forma mais simples, como pretendia a princípio. Ele teria de mudar de tática e acabar dando alguma coisa para ela.

— Você precipitou a situação, Irmã. Na verdade, como já fiz menção anteriormente, estou trabalhando nesse assunto já de muito. Sua exposição veemente sobre o caso lançou atenção demais sobre o assunto. Isso não pode ser tratado pelo Pleno, Marie.

— Você ainda não está cansado de insinuar coisas? Quer dizer que pensa haver vazamento de Informações? No Conselho? Nas próprias Informações? Você diz que não pode confiar… Nem em mim? Você perdeu a razão, Conselheiro?

“Como você é hábil, Conselheira… Quer então assumir o papel de vítima ultrajada. Se tal postura chegasse aos ouvidos do Pleno, meus planos deixariam de fazer sentido, sua folha-corrida esmagaria meus argumentos. Não, não posso enfrentá-la dessa forma, querida, não como uma Mártir. E já que você não está disposta a encarar uma luta franca e aberta… Ao plano de contingência. Terei de lhe dar algo da verdade, lamentavelmente. Se não posso ter, como preferiria, seu antagonismo, que se torne afinal minha aliada”.

— Se eu perdi a razão, Irmã? Duvido muito. Há de fato um informante no Conselho, pense você o que quiser a respeito. Preciso caminhar com cuidado, ou verei anos de trabalho acabar indo por água abaixo em pouco tempo. Todo o Projeto está em risco, Guardiã.

— E eu sou suspeita? De conspiração e traição à Ordem? Não me faça rir, estou lá a mais tempo do que qualquer um de vocês, sua alegação é estapafúrdia e desconexa homem, ninguém a levaria a sério se você a colocasse nesses termos. Vamos, diga de uma vez o que você planeja, não há mais argumentos cabíveis para sustentar essa sua fantasia.

— Fantasia? Humm… Você nega esse fato por quê? Por ser a encarregada da espionagem e contra-espionagem e nunca ter sabido de indícios a respeito? Vejo que você mantém uma fé inabalável na lealdade de todos os seus subordinados…

— E qual indício possui você? Todos meus subordinados são leais, até prova contrária. Você está saindo da sua alçada, Irmão, não avance mais além.

— Lembra-se de Gillford? Ele foi derrubado em ação há dois anos. Pois bem… Ele não estava em recesso como foi relatado, estava sob meu comando, e não morreu pelo motivo que se pensa. Ele caiu em ação, e teve sua posição revelada por alguém da sua seção!

— Sua afirmação não tem fundamento! Gillford desistiu, Guilherme! Você está fazendo uma afirmação leviana!

— Essa foi a Informação oficial, produzida pela sua seção! Mas eu sei, Marie Anne, eu sei qual é a verdade!

— Guilherme, você está delirando… Eu saberia se isso fosse verdade…

— Saberia? Da mesma forma que sabe quem é meu agente no Caso Lombard?

— Aonde quer chegar? O quê você quer de mim? Por que todo esse mistério num assunto tão banal?

— Não quero perder outro agente de forma estúpida. E os casos estão relacionados.

— Isso é mentira, posso farejar ela a uma milha de distância. O quê você quer, afinal de contas?

— Que não se intrometa nesse assunto.

— Isso eu sei desde o princípio! Quero saber o seu motivo!

— Não posso revelá-lo. Isso colocaria o plano em risco.

— Quê plano?

— Ele é secreto.

— Sacré Bleau! Homem, deixe dessa criancice! Fale de uma vez ou juro que coloco o Conselho inteiro contra você! Quer jogar esse jogo de gato e rato, Guilherme? Pois saiba que eu vou comprar essa briga se você não falar, e essa briga você vai perder!

“Então resolveu descer a fachada de aristocrata esnobe e mostrar a sua verdadeira face, Marie. Você não me dá muita escolha. Terei de falar algo mais relevante, ou você irá colocar tudo a perder…”.

— Tudo o que posso dizer é que… Esse… Caso… Não está sendo tratado de forma ortodoxa. É uma situação inusitada, exige uma abordagem não-convencional.

— Como assim não ortodoxa? O que você está fazendo, Irmão? Não me diga que…

— Não, não há ninguém de fora, se foi isso o que quis perguntar. Mas… Não é um agente usual. E não me pergunte mais, Marie Anne, se saber isso não for o bastante para você, lamento, mais não direi.

“Não vou arrancar mais nada dele. Além daqui, somente o confronto… Há, mas eu te pego, seu português descarado…”.

— Não pense que sua resposta me satisfaz Guilherme. Mas que tenhamos um armistício então, por hora… Só uma coisa. Você terá de provar as acusações que fez a respeito da minha seção.

— Se eu estiver correto, querida, não demorará muito até a fonte de tal vazamento ser exposta. E daí… Aí sim voltaremos a nos entender.

Então, ambos levantaram-se e encararam-se por instantes. Nos olhos azuis de Marie Anne, havia animosidade declarada. Nos olhos castanhos de Guilherme, um agudo tom de desafio.

— Embora isso não esteja claro para você ainda, Irmã, esteja certa de que lhe falei mais do que gostaria, e muito mais do que você imagina.

— O quê você quer dizer com isso, lusitano?

— Pergunte a Jeffreys, a essa altura ele já deve estar a par dos acontecimentos e com certeza aguarda o momento adequado para informá-la. Não é mesmo, meu caro?

“Que desgraçado! Com essa eu não contava…” Pensou Jeffreys, que permanecera em silêncio na sua poltrona até então.

— Na verdade… — falou Jeffreys — Ainda não houve tempo hábil para tanto.

— Au revoir, Madeimoselle, nos veremos na próxima reunião. — fez então Guilherme uma mesura e retirou-se.

— Até lá, Irmão.

Permaneciam Marie Anne e Jeffreys na sala, e após Guilherme ter-se retirado, ela o interpelou:

— O que significaram as últimas palavras dele, Jeffreys?

— Bem… Há poucos minutos chegaram informações de um de nossos agentes pelo canal ultraconfidencial. Ele informava a existência de uma ligação, até então desconhecida por nós, de nosso amigo Lombard, o jornalista, com um membro proeminente da sociedade londrina. Um professor universitário.

— O que há de espantoso nisso, Jeffreys?

— Seu nome é Reimers…

— Lord Spencer Reimers?

— Receio que sim.

— Mas o quê há de grave nisso?

— Bem, além de ser um membro do Parlamento, ele pertence ao corpo docente da Universidade de Londres…

— Jeffreys, você está me irritando! E daí?

— Nós possuímos gente lá. Há bastante tempo, na verdade.

— Agentes?

— Não, pessoal em recesso. Somente alguns jovens.

— Isso é mau, Jeffreys. Se esse Reimers estiver mesmo envolvido com a Golden Dawn, aquilo lá vai estar apinhado dos frateres deles e nosso pessoal estará em perigo. Não podemos expô-los dessa forma, tire-os de lá Jeffreys. Já temos por onde começar, então. Guilherme não estava mentindo quando disse ter falado mais do que gostaria, pois mesmo não sabendo quem é o seu agente, é bem provável que ele esteja lá também. É bem ao estilo de Guilherme, ele jamais usará uma reta se puder optar por um círculo. Ele provavelmente vai tentar infiltrar um agente nas relações desse Reimers, para depois chegar ao Lombard. Eu faria isso. E farei, na verdade. Mande um dos nossos para lá.

— Marie Anne, eu não posso fazer isso…

— Não pode colocar um agente lá? Que asneira você está dizendo, homem?

— Não, Marie, não é que eu não possa colocar um agente lá, isso não é problema. O que não posso fazer é tirar de lá os que lá estão!

— Que insanidade é essa? Nossos pequenos não são carne para o abate! Tire pelo menos os menores, então!

— Você disse que a situação era ruim. Pois bem, ela é muito pior do que você imagina. Eles não vão sair.

— E por que não? Acaso a autoridade desses garotos é maior que a nossa? Que idéia estapafúrdia...

— Essa é a pior parte, não se trata de um grupo comum. São aristocratas, até um membro da Casa de Rhoysh…

— Maldição! Guilherme seu desgraçado, você sabia disso o tempo todo! Nossa bem-amada Princesa… Chame-a de volta, é simples.

— Não posso.

— E por que não?

— Ela rompeu relações conosco, há quatro anos…

— Desde a morte da irmã. Não deixo de entender seus motivos… E quem são os outros?

— Uma das Jovens Sacerdotisas da sua Casa e… A minha filha.

— Pequena Amanda… Li seu trabalho, é excelente. Você deve ser um homem orgulhoso.

— Você não poderia imaginar o quanto. Mas o fato é que elas irão aonde a Princesa for, ambas lhe são muito leais. E a Princesa não vai sair de lá por livre vontade, Marie, e muito menos por nós o havermos pedido! Depois, somando tudo isso com a montanha de insinuações que Guilherme jogou em cima de nós, pode você compreender o tamanho da a minha aflição?

— Tire-os de lá, Jeffreys, de qualquer forma. Quando foi que Jiennen se tornou tão insensível? Se os Golden Dawn estiverem realmente lá e ela esbarrar com eles… O quê poderá evitar uma carnificina?

— Ela se recusa a receber nossas mensagens… Mas quer ouvir agora o pior de tudo? Tenho razões para crer que eles já se esbarraram! Lembra-se do que Guilherme falou a respeito de seu agente ter ficado com sua posição comprometida? Pois bem, isso complementa a informação que recebi. Deduzo que no incidente a que ele se referia a própria Princesa estava envolvida. E parece que a repercussão não foi boa…

— Sagrada Deusa, tenha piedade de nós! Vamos tirá-los de lá imediatamente, Jeffreys, nem que seja necessário que eu mesma vá lá e a puxe pelas orelhas!

— Essa não é uma alternativa. Se você fosse identificada, só complicaria ainda mais a situação.

— Do quê você está falando, homem?

— Existe algo mais sobre a UCL que você ainda não sabe.

— Então me diga, vamos! Parece que ultimamente tornou-se comum o fato de eu não saber de nada!

— Se um dos nossos maiores for identificado pela Ordem Branca lá, só isso valerá por uma declaração de guerra. A UCL é um Berçário... Deles — e Jeffreys parou por alguns instantes, observando amargamente a uma Marie Anne atônita, para logo prosseguir. Concordo que precisamos fazer algo, mas o quê? Vou tentar um novo contato com a Princesa. Talvez olhando por esta nova perspectiva ela aceite retirar-se. Embora ache mais provável que ela ordene então que as garotas saiam de lá, o que por si só não melhora muito o cenário, embora deva confessar que só isso já me deixaria muito aliviado. Acho que a perspectiva de um confronto mais a estimularia do que a inibiria…

— Você sabe o que deve fazer, Hugh. Tem de chamá-la. Diga para ela vir falar comigo. Não se recusará com certeza, tem tanto interesse quanto nós na situação. Mais, até. E mande um alguém se infiltrar no séqüito desse tal Reimers.

— Acha que o nome de Marcia não foi o primeiro que me veio à mente? Ela parece ser a melhor alternativa, realmente, mas ela também pode causar ainda mais problemas... Ela e Jiennen se odeiam.

— Outras soluções poderiam ser ainda piores. Ela pode se ocultar como nós não poderíamos, se tudo correr bem ela os tira de lá sem que ninguém o perceba. Nem eles mesmos.

— Só espero que as duas não acabem se matando, em vez disso.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

Leia também
Obedecendo o Vento há 7 horas

As folhas caem, e eu quero falar sobre isso, sem me preocupar com o feiti...
a_j_cardiais Poesias 26


"Verão na Europa" há 10 horas

Hoje começou o verão Mas todos os dias, são dias de verão O verão na...
joaodasneves Poesias 5


"Maria Emília" há 11 horas

Meu amor Antes de tu nasceres Raramente eu pensava em ti Iria com o pass...
joaodasneves Acrósticos 7


"Sou" há 12 horas

Sou o livro sem palavras Sou a historia por contar Sou o céu sem estre...
joaodasneves Acrósticos 7


"Livro sem letras" há 14 horas

Meus livros já estão sem letras Meu papel sem cor Com a caneta vazia Q...
joaodasneves Poesias 8


Amor há 16 horas

Quando Jesus diz que aquele que o ama é quem guarda os seus mandamentos, o...
kuryos Acrósticos 8