Quando Poliana fala e escreve — ou simplesmente olha —, é invariável: ela vibra como um insosso livro de auto-ajuda. Encontrou na academia, como professora, o público de que precisava para espalhar sua bem-intencionada e previsível purpurina.

Aos 35 anos, o sorriso sem-graça de seus lábios mal sabia o que era um beijo; no entanto, era leitora ávida de romances e poemas de amor molhados por lágrimas idealizadas — e por nenhum outro fluido mais grosseiro.

Num passe de mágica, apareceu grávida de um aluno.




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