A mocinha tinha um estilo muito próprio: cabelos curtos, sorriso enorme e doce, roupas incomuns... Não era uma beleza para todos os olhos e sentidos, mas, definitivamente, estava lá para quem pudesse apreciar.

Ela deu o azar de arrumar um namorado que conseguiu amargar seu sorriso açucarado e sua excêntrica e exuberante segurança: o rapaz pouco elogiava sua linda gatinha — e nitidamente se incomodava com seus cabelos curtos. Na tentativa de ficar com ele, a garota deixou seus cabelos crescerem: o namoro seguiu em frente. Os laços entre os dois ficaram tão mais fortes quanto os fios da bela mais cresciam. Talvez, assim, pudessem ficar amarrados para sempre..!

Logo a estilosa moça percebeu que, mais do que de repente, seu namorado passou a cobri-la de elogios e sorrisos e carinhos; até os beijos eram mais quentes e borbulhavam um desejo que ela tristemente desconhecia antes da metamorfose.

Quando a mulher finalmente admitiu o absurdo de toda aquela situação, voltou a si. Pegou a tesoura e cortou duas coisas: cabelos e namoro.

Renascia, assim, o mais belo e sincero sorriso de algodão-doce.



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