Ele achava que “escrever” era isso: amontoar um monte de palavras belas e, também, difíceis — muito queridas, por venderem boa ilusão de inteligência.

Costurava um monte de pedacinhos de boniteza palavreada. Vomitava muita “flor com amor” e, ainda, cuspia “paradigmas”, “obséquios”, “incólumes” e outras letrinhas complexas de efeito.

Sentido, nexo, coesão ou coerência eram apenas mais alguns possíveis remendos funcionais de seu tecido verborrágico frankensteiniano.

Para sua sorte — ou mais profundo azar —, a audiência estava à sua altura.

Era muito popular.



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