Armagedon

17 de Janeiro de 2012 Cássio de Sousa Contos 1065

Ele está sozinho, naquela escuridão cheia de cadáveres, sentado sobre uma rocha, pensando em toda sua jornada até ali.
Está triste, o seu sonho louco é impossível de ser realizado, pensa em se render. Mas de repente o chão treme, ele olha os cadáveres ganhando vida, olha os esqueletos se juntando, cada osso a seu respectivo osso e ganhando carne e vida, observa que do chão saíam os que foram sepultados. Ver milhares e milhares de pessoas, grandes e pequenas, homens, mulheres e crianças.
Ele que antes estava triste agora está contente. Presencia a ressurreição, e com ela renasce suas esperanças. Repara bem nos ressurretos, são bem diferentes dos primeiros que viu mil anos atrás. Estes são pálidos, tem feridas e gemem de dores, caminham feito zumbis com olhos baixos de tanta fraqueza. Porém os de mil anos atrás eram belos, sadios e fortes, e por fim eram felizes.
Vendo aquilo elabora um plano, elaborar planos é o que mais sabe fazer, mais para o mal. Chama os seus súditos e fala da estratégia que tem em mente, os súditos ouvem e recebem a ordem:
-Agora vão! E se espalhem pelos quatro cantos da terra e seduzam eles para mim.
É o que fazem, discursam as mesmas palavras:
-Os culpados de passarmos por isso são eles.
Dizem eles e apontam para o acampamento dos santos, lugar belo e brilhante. Ele vendo que seus súditos fizeram o serviço bem feito, passeia entre os ressurretos discursando e explicando como deve ser a tomada daquele cidade santa(acampamento dos santos).
Ele junta todos eles para a batalha final. Conseguiu seduzi-los para executarem seu plano, seu último por sinal. Convenceu-os de que virão dias melhores que este. Acreditava que seu sonho podia se realizar com aquele mar de gente. Marcharam e sitiaram a cidade santa, ele dar a ordem de invasão, eles correm ferozes. No alto de uma grande montanha ele assiste aquele espetáculo, é sua última chance, lembra que na primeira vez falhou, e como foi atirado na terra pelas forças opostas. Quer vingança, momento perfeito para isso.
De repente ele ver um feixe de fogo no céu, que cresceu e consumiu o seu exército. Fica alarmado, não acredita no que ver, seus sonhos de vez padecem, e reconhece que seu opositor é insuperável.
Decepcionado cai de joelhos no chão e chora, sabe que é seu último dia. Levanta e aguarda o anjo que dará cabo de sua vida maldita. Olha para cima e ver ele chegando com uma grande espada na mão. O anjo o observa e repara que seus olhos estão tristonhos, e lembra de como era perfeito aquele ser. O anjo com sua espada se dirige até ele.Antes ele fala em delírios:
-Eu...eu sou..eu sou Deus?!
O anjo o derruba, encosta sua espada em seu peito e responde:
-Não! Você não é Deus, e não passas de um homem.
Falando isso enterra a espada em seu peito, que após gritos horríveis de dores, morre. O anjo vai ascendendo-se ao céu olhando para ele caído e morto no meio daquela multidão de mortos.
O anjo lamenta-se e diz:
-Adeus! Lúcifer.


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