A Princesa Valente da Ilha de Algodoal

17 de Janeiro de 2013 MCSCP Contos 1427

Clarissa era uma jovem sonhadora, romântica e muito solidária. Teve o privilégio de nascer numa ilha encantada do estado do Pará, conhecida como Algodoal. Seus longos cabelos negros e sua pele dourada de sol, em nada eram comparáveis à beleza de seu sorriso e ao brilho de seus olhos.
Desde a infância, Clarissa escutava as antigas lendas daquele lugar, que eram transmitidas oralmente e de geração a geração. Sempre, às 18h, seu avô costumava reunir todos os familiares para contar as histórias ancestrais. Então, ao iniciar cada aventura contada, a jovem mergulhava na própria imaginação: às vezes era a Iara, outras vezes uma valente guerreira, ou mesmo a Mãe do Mato. Mas a sua lenda favorita era a da Princesa do Lago, tida como a guardiã daquela ilha fantástica. A tal Princesa afastava de Algodoal todas as pessoas de que não gostasse e era protetora da fauna e da flora do lugar.
Clarissa tinha um desejo: conhecer a Mensageira da Princesa, uma mulher misteriosa, que morava sozinha e não falava com ninguém, a não ser com a sua Senhora. Esta mulher mais parecia uma visagem: os longos cabelos cobriam todo o rosto, ninguém sequer sabia qual era a cor dos olhos dela. Alguns a chamavam de bruxa, outros diziam que era uma Matinta, mas a verdade é que ninguém se aproximava. Todos a temiam.
Certa vez, quando a destemida Clarissa foi até o Lago da Princesa para tomar banho, sua mãe lhe disse:
“ Não te demores lá, minha filha. Agora são 14h, até chegares lá, já serão quase 15h. Lembre-se de que não podes ficar nas águas quando der 18h, senão serás levada para o fundo”.
A jovem, que também era curiosa e corajosa, em vez de ficar assustada, sentiu-se desafiada. Já se imaginava no fundo do lago, conhecendo os mistérios daquele lugar mágico. Mas, para que a mãe não ficasse preocupada, a jovem respondeu:
“Antes das 18h, vou sair de lá e às 19:15 devo estar de volta”.
Dona Carmem desconfiou daquela resposta, pois conhecia muito bem a filha. Mal esperou a menina sair e pediu que Jonas, seu filho mais velho, seguisse a irmã. E assim aconteceu.
O sol tornava os grãos de areia tão brilhantes quanto o ouro, naquela paisagem fascinante. Os olhos de Clarissa brilhavam ainda mais, na esperança de ver a Princesa ou sua Mensageira. Era uma longa caminhada, porém o desejo de realizar aquele sonho era maior. Ela estava tão ansiosa que nem percebeu que, sorrateiramente, o irmão a seguia.
Depois de meia ora de caminhada, eis o famoso lago com águas cor de Coca-Cola (como todos costumavam dizer). Águas escuras, ao mesmo tempo frias e quentes, que guardavam o insondável mistério. E para a surpresa da menina, não havia ninguém lá, como era de costume. Muitas pessoas apreciavam o local e gostavam daquelas águas. No entanto, naquele dia, havia algo diferente...
Sem pensar duas vezes, Clarissa tirou a roupa e mergulhou no lago. Abria os olhos debaixo da água na esperança de descobrir algo. Entretanto, não viu nada, as águas eram muito escuras.
Cerca de 15 minutos depois, Jonas, seu irmão, chegou ao lago. Assustado por não ver ninguém e sem saber que a irmã estava submersa, ele sentiu vontade de correr imediatamente para buscar socorro. Algo estranho aconteceu: uma força sobrenatural o atraiu para o lago. Ele tentava se mexer, mas não conseguia...
De repente, Clarissa voltou à tona e percebeu que acontecia alguma coisa ao irmão. Ela sentiu-se envergonhada para sair da água, pois estava completamente nua. Ficou sem saber o que fazer. Mas deu um "jeitinho" e vestiu suas roupas, ao notar que Jonas não olhava para ela.
O irmão começou a se contorcer de dor, uma vez que forçava o próprio corpo a sair dali e não conseguia. Foi então que seus pés começaram a caminhar em direção ao lago, mesmo contra a vontade dele.
Clarissa gritava pelo nome de Jonas e ,com o olhar, apenas, o rapaz tentava pedir a ajuda da irmã. Ele ficara mudo. Tentava falar... era impossível.
Neste exato momento, a mulher estranha surgiu do nada: a Mensageira da Princesa. Parecia flutuar por todas as direções. Ora aparecia, ora sumia.
Ao ver a tão famosa mulher, Clarissa teve certeza de que a Princesa também viria. Ficou triste e feliz ao mesmo tempo: triste pelo que acontecia com o irmão, mas feliz por concretizar o seu sonho.
Jonas estava como que hipnotizado, então a Mensageira o guiou à margem do lago. Daí, a mulher misteriosa desceu até o fundo. Clarissa observava tudo atentamente, e sabendo que o irmão estava encantado, aproveitou para vestir suas roupas sem que ele a visse.
A jovem não acreditava no que seus olhos contemplavam: a Princesa surgiu no meio do lago, acompanhada por sua fiel Mensageira. Foi quando, num piscar de olhos, a Mensageira surgiu bem na frente de Clarissa e disse com uma voz que mais parecia o som do mato agitado pelo vento:
“Minha Senhora quer este moço. Ela vai com ele para o fundo”
Desesperada, Clarissa respondeu:
“Não podes permitir isso. Ajude-me! Ele é meu irmão mais velho e cuida do sustento da família. Se ele for com ela, certamente sofreremos muito. Diga isso a ela.”
Como a Princesa ouvira tudo por meio da telepatia, imediatamente, a sua serva respondeu:
“Pois bem. Se ele não for, toda a ilha será destruída. A Princesa pode dar muitos tesouros por ele. Sua família ficará rica e nunca passará por necessidades. Não é bom contrariar a Princesa.”
Clarissa sentiu um amargo arrependimento ao ter ido ao lago. Ainda nem eram 18h, nem era a hora de visagem aparecer...
“Vamos, decida. Você o trouxe aqui para a minha Senhora e ela enamorou-se. Se ele for, serás rica e tua família também”, disse a mulher-visagem num tom assustador.
“ Meu irmão não pode ser comprado. Ele é nosso tesouro. Não vou ceder aos caprichos dela. Ninguém nunca a impediu de fazer o que bem quisesse e é por isso que ela assusta a todos. Diga-lhe que não, não permitirei isso”, disse, corajosamente, a jovem.
De repente, a Mensageira virou fumaça e tornou-se um punhado de cinzas. Ao mesmo tempo, a Princesa perdeu as forças e começou a chorar. Então, Jonas recuperou os sentidos. Clarissa correu e abraçou o irmão.
“Estás bem, Jonas? Como te sentes?”, perguntou preocupada.
“Estou um pouco tonto e com dor de cabeça. Mas... não sei... meu corpo perece estranho! O que aconteceu?”, disse Jonas.
“É uma longa história, maninho! Deixa que eu te conto!” , disse ao irmão com um lindo sorriso.
Quando já estavam saindo do local, Jonas percebeu uma linda mulher que chorava profundamente. Ficou preocupado com a moça e ignorou o conselho de sua irmã, que lhe disse para não se aproximar. Clarissa não disse ao irmão que se tratava da Princesa...
O rapaz ficou comovido com tanta tristeza e também ficou maravilhado com a beleza doce e serena daquela mulher envolvente. Quando os olhares de ambos se encontraram, o amor pulsou no coração dos dois. Jonas perguntou:
“ Por que choras? Alguém te fez mal?

A Princesa respondeu:

“Choro porque não posso amar
Choro porque tenho de ficar neste lugar
Choro porque estou aprisionada
Choro porque estou apaixonada

Se do encanto eu fosse libertada
Para sempre seria sua amada
Mas vivo presa em meu castelo de cristal
E afasto desta ilha todo o mal

Não me importaria em voltar para o meu mundo
Eu vivia feliz e satisfeita lá no fundo
Mas assim que você surgiu
Toda a minha força me fugiu

Prefiro a morte ao eterno sofrimento
É bem melhor do que morrer por dentro
A jovem destemida o trouxe até mim
Mal saberia que este era o meu fim

A ilha perderá a proteção
Não tenho quem continue a minha missão
Minha amiga virou cinzas
Meu castelo virará ruínas

É por isso que chora o meu coração:
Por morrer sem amor e viver na solidão
Adeus, meu amado
Prefiro morrer a não ficar ao teu lado”

Comovido, Jonas, com o coração dilacerado, gritou:
“Por quê? Eu não entendo! Eu quero que ela seja minha! Por quê?”
Vendo o quanto o irmão sofria e se sentindo culpada por tudo, Clarissa teve uma idéia. Aproximou-se da princesa, que já estava fraca, e sussurrou no ouvido dela.
“ Minha Senhora, peço perdão pelo que causei. Sei que és encantada e que não podes sair deste lugar. Não quero que morras, nem que a ilha deixe de ter uma Princesa do Lago. Mas meu irmão não pode ir contigo. És tu quem irás com ele. Assumirei teu lugar para compensar o mal que causei. Ainda não conheci o amor, mas sei o quanto é forte. Quero que sejam muito felizes. Mas quero te pedir uma coisa: gostaria de receber a visita de vocês, de vez em quanto, está bem?!
Mal acabara de dizer estas palavras, a Princesa voltou a irradiar beleza e alegria. Ficou muito feliz, pois finalmente o seu encanto seria quebrado. Então, ela respondeu à jovem ao “pé do ouvido”:
“ Serás uma valente Princesa! Protegerás a ilha de todo o mal, reinarás com alegria e sabedoria. Conhecerás os mistérios do Reino Submerso e conhecerás a magia do fundo. Terás de volta a Mensageira. Ela, na verdade, não era humana, mas sim uma parte de minha mente. Como eu não podia sair daqui, eu precisava ter um instrumento para saber de tudo o que acontecia sobre as águas, é por isso que ela era tão misteriosa...
Mas não contes nada a ninguém, nem ao teu irmão”
Jonas estava curioso para saber o que as duas tanto conversavam, mas sentiu-se aliviado ao ver que a Princesa estava mais animada. Quando ia perguntar à irmã sobre o que elas conversavam, Clarissa chegou e disse:
“ Mano, tenho uma novidade: vou morar com a família daquela moça”. A resposta de Jonas foi imediata:
“Ficaste doida, não e não. Não vou deixar”. Daí, quem falou foi a Princesa:
“ Acalma-te! Ela estará segura e ficará muito feliz. É a única maneira de ficarmos juntos. Ela precisa avisar a minha família de que estou bem e que encontrei o meu amor. Confia em mim, meu amado! Minha família é muito rica e, em breve, a tua família receberá muitos tesouros. Mas é necessário que ela vá, caso contrário, tudo será perdido”
Jonas ficou triste. Amava a irmãzinha que viu crescer e ajudou a criar. Porém, algo dentro dele dizia que era melhor que ela fosse, certamente ela seria mais feliz. Então, abraçando a irmã, ele falou:
" Minha pequenina, segue o teu caminho. Algo me diz que serás muito feliz. Vai em paz e, se possível, mande notícias”
Clarissa, com seus olhos negros e brilhantes, contemplou o rosto do irmão por algum tempo. Com os olhos marejados, falou:
“Sim, vocês terão notícias. Tua futura esposa saberá de tudo o que se passa comigo. Confia nela. Ela te ama muito...” , a Princesa precisou interromper os dois. Sussurrou no ouvido de Clarissa:
“Já está na hora de partires. O sol está se pondo, seja rápida, caso contrário, não poderemos trocar de lugar”.
“Calma, só mais um abraço no meu mano e eu vou!”, disse a jovem destemida.
Um doce abraço, com gosto de saudade e aroma de ausência, marcou aquele momento. Lágrimas escorreram através dos lábios sorridentes daqueles irmãos queridos.
Então, à medida que o sol escondia-se, a antiga Princesa e o rapaz deixavam o lago. Jonas ficou confuso e não entendeu por que a irmã não deixou aquele lugar. Tentou perguntar à sua amada para que direção ficava a sua casa, ela não respondeu. Daí, ele lembrou que nem sabia o nome da dona do seu coração. Quando ele perguntou, ela respondeu que seu nome era Kléria.
Às 18h, em ponto, Clarissa nadou até o meio do lago. Uma luz azul e brilhante surgiu do fundo das águas e a envolveu como se fosse uma bolha de sabão. Ela foi conduzida ao fundo. Chegou ao Castelo de Cristal, onde seus novos súditos a aguardavam. Ela ficou maravilhada: reencontrou pessoas que haviam morrido por afogamento, mas elas estavam vivinhas! Como poderia? Viu criancinhas cavalgarem cavalos marinhos; viu a Iara conduzir um coral de belas sereias que cantavam para celebrar a chegada da nova Princesa; viu Norato, o homem-cobra, trazendo vários convidados para a festa. No entanto, o que mais chamou a atenção de Clarissa, foi um belo rapaz vestido de branco, com um olhar irresistivelmente sedutor. Ele foi se aproximando dela os poucos, olhando fixamente para seus olhos. Então, a convidou para dançar. Neste momento, a Iara falou:
“Que comecem os preparativos para a coroação!”
Imediatamente, Norato trouxe uma coroa feita de corais, enquanto uma linda sereia trazia um vestido cintilante feito de algas. A Iara trouxe lindos colares e pulseiras de pérolas.
A coroação teve início. Todos contemplavam a mais nova e valente Princesa do Lago. Quando o baile começou, o rapaz de branco convidou Clarissa para dançar. Ela sabia de quem se tratava: era o boto, o mesmo que deixava todas as mulheres “mundiadas”, encantadas...
Meio desconfiada, ela teve medo de aceitar o convite. Mas, assim que ele a abraçou pela cintura, ela sentiu suas pernas fraquejarem... sentiu o coração acelerar... e finalmente, descobriu o que era estar apaixonada. Dançou muito e ficou feliz com o seu reino. O Boto ficou encantado e a pediu em casamento. Ela não estava acreditando!
“ Nossa, este lugar é um paraíso! Mas como será que está minha família, lá em cima?” Ela pensava consigo. De imediato, surgiu uma linda menina à sua frente, que lembrava a sua irmãzinha caçula. A criança lhe disse:
“ Minha Senhora! Voltei das cinzas e agora estou renovada. Com seu coração alegre e jovial, tomei a forma de criança e estou aqui para levar sua mensagem aos seus e saber como estão”.
“Pois vá! Quero que me digas como estão e que leves meu presentes a eles.” Disse a Princesa Valente.
A Mensageira surgiu bem perto da antiga casa da nova Princesa. Chamou por Kléria e ela veio ao seu encontro. Kléria e Jonas estavam felizes, mas os outros parentes estavam preocupados. A Mensageira precisava entregar os presentes (tesouros valiosíssimos) e teve uma idéia fantástica. Entrou na casa acompanhada por Kléria e disse:
“Bom dia! Vim, em nome da Clarissa, entregar todos os presentes que a minha família mandou em gratidão por terem acolhido a minha irmã Kléria e por terem permitido que Clarissa fosse viver conosco. Ela está muito feliz e, em breve, casará.”
Foi uma festa! Com todos os tesouros e presentes que havia ali, a família da Princesa valente pôde viver em melhores condições. Dona Carmem, no entanto, ainda estava triste, por não ter sua filha de volta. Então, a Mensageira a chamou em particular, longe de todos. De repente, sua face mudou de feição: transformou-se no rosto de Clarissa e esta disse à sua mãe:
“Não te preocupes, minha mãe. Estou bem! Não entenderás o que se passou comigo, mas saiba que estou viva e que sinto tua falta.” Sem nenhuma surpresa, Carmem respondeu:
“Filha, agora estou sossegada! Aos três meses de minha gravidez, tu choraste e sorriste dentro do meu ventre, enquanto eu me banhava no Lago da Princesa. Isso era um sinal do Povo do Fundo. Ouvi, ‘benzinho’, quando isso aconteceu e eu nunca contei nada a ninguém. Fico feliz por teres seguido teu caminho. Fiquei com medo foi da violência deste mundo nosso, pensando que alguém pudesse ter te iludido com falsas promessas. Vai em paz e fica feliz com teu Povo Encantado”.
Daí, a Mensageira se transformou de novo e disse que já precisava ir. Muitos insistiram para que ela ficasse, mas ela foi firme ao responder que estava na hora de ir. Antes que partisse, Kléria disse-lhe:
“Fala para a Princesa que, assim que minha filha nascer, ela saberá. Eu a batizarei como Clarissa Valente”.
Como a Mensageira era a mente da própria Clarrisa, a menina respondeu:
“Obrigada! Fiquei feliz por ter quebrado o teu encanto e por ter me tornado Princesa em teu lugar!” Em seguida, a Mensageira partiu.
Algum tempo depois, Clarissa e o Boto casaram e o reino inteiro foi ao casamento. Ambos estavam muito felizes!
Boto e Norato estão sempre monitorando as embarcações e salvando várias pessoas de acidentes, além de evitar que os animais marinhos sejam maltratados. A Princesa Valente, guarda a fauna, a flora e protege a ilha de todo o mal.
Dizem, os pescadores do local, que é comum escutar, por volta das 18h, na época da lua cheia, uma doce melodia vinda do lago:

“ Nasci pobre, em meio ao sofrimento
Mas cresci alegre, sem proferir lamento
Meu irmão foi um simples pescador
Foi por ele que meu sonho se realizou

Ouvia a história da Princesa
E de quão misteriosa era a Mensageira
Não tive medo de seguir meu caminho
O fundo das águas era o meu destino

Pude quebrar o encanto de Kléria
Aliviá-la da dolorosa espera
Em Jonas encontrou o amor
O sentimento dos dois a libertou

Troquei de lugar com Kléria para ser Princesa
No Palácio de Cristal esqueci toda a tristeza
Sou guardiã da ilha que tanto amo
E nunca envelhecerei com o passar dos anos

Minha família prosperou
E grande tesouro herdou
Ela voltou a ter uma Clarissa
Minha querida e valente sobrinha

Protejo as plantas, os animais
Os nativos e tudo mais
Esta é a ilha do amor
Onde não deixo morar a dor

Por isso é que dizem que Algodoal é ilha do amor! E o final da história, você já sabe:
“E todos viveram felizes para sempre!”

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