A Moça e o trapo branco.

05 de Março de 2013 Lorrana Contos 1059

Num dia qualquer de chuva, a moça passeava cabisbaixa pelas ruas. Encontrava-se em um estado emocional deplorável, tinha saído as pressas de um pequeno apartamento no bloco 12 com algumas roupas na bolsa, machucados no rosto e a camisa branca arrancada do corpo de seu amado.
Estava com uma dor de cabeça terrível, e a cada passo que dava, tinha a sensação de que as suas pernas queriam andar em círculos. A chuva confundia-se com as suas lágrimas, e sua única proteção era a bendita camisa branca que colocara na cabeça.Talvez fosse um ato simples e inocente, mas lá no fundo, a moça sabia que estando debaixo da roupa ela estaria protegida de tudo, até as suas marteladas na cabeça sumiram, o cheiro do seu amado no trapo ,que ela considerava camisa, ainda permanecia.Mesclava o amadeirado com o cheiro do mar, transmitia o sentimento de paz e tranquilidade, a saudade já apertava-lhe o peito e sentia um nó na garganta, ela sabia que era hora de voltar para a casa, precisava voltar. E assim foi, deu a volta no bloco 15 e andou em direção a sua ínfima felicidade.


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