Para consumo imediato

05 de Julho de 2011 Ariano Contos 1022

Naquela roda de homens mundanos e ordinários, regados a cerveja e cachaça — e fumaças de vários tipos —, falava-se apenas de uma coisa: mulheres. Pobre do futebol. Ou pobres delas..?

Ali, a mulata era a bunda-mestra, o calor cheio de infinito desejo, a sensualidade, a devoradora de homens felizes que não quereriam mais nada depois dela; a oriental — um fetiche máximo — era a timidez mais feminina, a subserviência delicada que pode, com sorte, esconder uma fêmea singular; e a loira de olhos claros era um artigo de luxo, o troféu superior para exibir-se ao lado, para o mundo, com um silencioso: "viram? consegui!".

De acordo com aquela roda — e com outras —, estariam todas as mulheres devidamente simplificadas, pasteurizadas e objetificadas: prontas para o consumo imediato da humanidade.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

Leia também
NA REBORDOSA há 1 hora

NA REBORDOSA Acordo e já começa a girar tudo... Olhos cerrados contra...
ricardoc Sonetos 4


PLEONÁSTICO n°2 há 21 horas

PLEONÁSTICO n°2 Encarasse de frente, não soslaio... Talvez, olhos no...
ricardoc Sonetos 4


ANTIFACISTA há 22 horas

ANTIFACISTA De irrestível apelo aquela união De fortes se fazendo 'in...
ricardoc Sonetos 5


A rua me aceita como sou há 1 dia

A rua me aceita como sou (Livro Poesias Reflexivas- Antonio Ferreira) N...
pfantonio Poesias 78


Não seja superficial há 1 dia

Não seja superficial (Antonio Ferreira-Livro Poesias Reflexivas) Olhe ...
pfantonio Poesias 91


"Dia do amor" há 1 dia

Amanhã é o dia reservado ao Amor, E a fragrância das flores confunde-s...
joaodasneves Poesias 14