Naquela roda de homens mundanos e ordinários, regados a cerveja e cachaça — e fumaças de vários tipos —, falava-se apenas de uma coisa: mulheres. Pobre do futebol. Ou pobres delas..?

Ali, a mulata era a bunda-mestra, o calor cheio de infinito desejo, a sensualidade, a devoradora de homens felizes que não quereriam mais nada depois dela; a oriental — um fetiche máximo — era a timidez mais feminina, a subserviência delicada que pode, com sorte, esconder uma fêmea singular; e a loira de olhos claros era um artigo de luxo, o troféu superior para exibir-se ao lado, para o mundo, com um silencioso: "viram? consegui!".

De acordo com aquela roda — e com outras —, estariam todas as mulheres devidamente simplificadas, pasteurizadas e objetificadas: prontas para o consumo imediato da humanidade.