A mulher está sentada ao lado da mesa batendo ansiosamente os dedos e o marido andando de maneira nervosa. O casal está a discutir:
- Não me interessa o que você estava conversando com a secretária!
- Eu não tive culpa, ela chegou, começou a puxar papo e eu não quis ser indelicado... Não há motivo para tanta briga. Você também vive conversando com o recepcionista e eu não falo nada! Se você confia em mim, por que tanto ciúme?
O casal continua a brigar por mais um tempo enquanto a mulher levanta, vai para o quarto e o homem a segue.
- Então, tá bom. Você está certa, eu estou errado. Pronto. Estamos bem?
- Não.
A mulher começa a despir-se; primeiro os sapatos, a roupa, e vai para o banheiro. O homem ainda insiste:
- Me perdoa?
- Não.
- Santo Deus... Quer saber? Eu vou dar uma volta, sair. Preciso esfriar a cabeça e você também! Você queria ficar sozinha, não é? Vai ficar.
O homem sai apressado e pesado como o bater da porta que vai rumo à rua. Um pouco à frente do jardim da casa, quase no portão, ele para. Fuma um cigarro, depois espera alguns minutos. Então volta e entra de maneira inversa a que saiu. Caminha pelos cômodos até chegar ao quarto, onde a mulher está deitada na cama e deita-se ao lado dela.
- Estou perdoado agora, querida?
- Não.