Ela sentou em meu colo, e pôs sua cabeça em meu ombro. Ajeitei-a de uma maneira que ela ficasse confortável. Sua respiração estava cansada, e seus olhos pesados, ela deveria ter ficado algumas noites sem dormir. Algumas noites que eu nem sequer soube se a lua apareceu, qual era o clima, e se eu estava vivo.
Acho que eu nunca me senti tão vivo como estava me sentindo ali, com a respiração dela roçando em meu pescoço. Umas das únicas coisas que lembro desses dias em branco, era sua voz terna e doce, me dizendo que tudo ficaria bem, sendo que aquela voz era a única que eu confiava.
E era a dona daquela voz, que impediu que eu apertasse aquele botão de desligar que havia dentro de mim. Olhei para ela e sorri.
- Prometo que irei cuidar melhor de você, de nós dois.- Falei, ela sorriu cansada, porém calorosa e entrou em mim - Obrigado por me salvar mais uma vez, Esperança.