Não a sentimentos Clarisse, apenas um vazio, a ausência de toda e qualquer faísca de emoção. Entre nos a aqueles que cultivam uma certa esperança esses acreditam que a raiva os toma por inteiro, normalmente os mais novos, eu discordo dessa tal raiva, ira ou o que for dita-se instinto minha querida. A cada ano que passa ele fica mais afiado e altera diretamente os sentidos, o paladar, o olfato, a visão, a audição, o tato, é normal confundir os sentimentos pelo desejo essa ilusão e apenas os sentidos aguçados buscando respostas de perguntas que nosso corpo clama, se estou aqui com você e pelo paladar, acredite! – disse Seraphe com um sorriso debochado.
- Você me usa! – interrompe Clarisse
- Evidente que sim minha querida! É o conjunto da obra. Seu toque, suas palavras, sua voz, seu sabor; seria um hipócrita em minha condição a não informa tais fatos, se te faz se sentires melhor posso chama-la de amor!
-Não obrigado, fiquemos como estamos afinal não tenho como fugir de tal fardo! – disse Clarisse dando as costas e se apoiando na sacada.

- É um fardo para você amor, se realmente for diga-me a verdade que irei embora, nunca mais voltarei – disse Seraphe ao subir no parapeito e admirando a lua.

- não foi isso que quis dizer, e que você me irrita com sua prepotência!
- mas foi o que deu a entender!
- Entendeu errado, como tudo que falo para você a forma singular que você transforma tudo que digo!
- Eis o fato amor eu lhe dou ilusão de escolhas, e as cumpro ate quando eu quiser, caso venha me causar qualquer ardor, tenha certeza que será o ultimo – Seraphe senta-se na sacada com o semblante cerrado.
- adoro sua braveza meu soberano!
- deixei de sarcasmo, como acabei de lhe dizer isso não e raiva e institnto. A mais pura sobrevivência elimina tudo aquilo que me incomoda transforma a pó ate não sobrar mais nenhum pedaço de lembrança.
- Me faria mal, meu soberano!? - Dizia Clarice com um ar de deboche e subindo no parapeito
- Sabes que só te faria apenas o mal necessário, nunca o demasiado, apenas o suficiente para saber onde é teu lugar!
– disse Seraphe com uma pose esnobe.
- É o vazio falando meu soberano! – disse Clarisse se inclinado para fora do parapeito o escalando olhando a vista da enconsta que se chocava com o o mar.
- já disse pare com isso, Por que Soberano?
- Eu não sou sua? Então é meu soberano e com o mesmo itento de quando me chamas de amor!
- Deixe de ser desvairada e desça agora! – Pensava consigo Seraphe, afinal era muito alta a encosta uns quinze ou vinte andares do parapeito ate as rochas.
- já me basta talvez tal vida e seu eu cair meu soberano, conseguiras evitar o pior ?
– em um instante Clarisse lançou se as pedras . Seraphe espantado ficou ali observando, o que se passava na cabeça de tal criatura.

Clarisse caia, sentia o medo e a volúpia em sua queda vertiginosa, o vento fazia seus cabelos subirem tudo acabaria mais rápido do que um piscar de olhos e seria o fim , o seu fim!

Seraphe sentia que deveria fazer algo, mas ainda estava ali parado observando encontrado uma lógico para tal sandice.

Na mente de Clarisse tudo que já havia vivido, deixado de fazer e realizado passava rapidamente, a queda lhe dava um certo prazer. Estava livre pensava consigo mesma, em um piscar de olhos tudo terminaria e seria fim, mas tudo ocorreu em outra direção, em outro sentido, sim estava nas pedras, salva nos braços de Seraphe.
- você é louca!!!!, - esbraveja Seraphe com um ardor nas palavras
- não meu senhor apenas matando a minha curiosidade
- Qual curiosidade, a morte certa?
- Queria desvendo um mistério!
- Como e tola, não tem nada no outro lado a tua espera, a vida é aqui e agora, tudo é aqui! o julgamento, a sentença, o cárcere! Tudo e nesta maldita jaula, não me importo o que você faz com a com a tua vida, mas sim com a falta dela. – Seraphe segura Clarisse pelos braços com força
- Obtive a minha resposta, querendo ou não isso e um sentimento, acho que pode ser chamado de bem querer e que você pode ser capaz de sentir. - Seraphe ficou ali observando a estupidez de Clarisse envolta em duvidas.


- Clarisse deu as costas a Seraphe e adentrou os portões do casarão que se seguia na colina em uma trilha de degraus entalhado nas pedras da própria montanha.

- Venha meu soberano, esta fria a noite!
- hoje não amor, não confunda posse com qualquer outro sentimento! – Clarisse voltou-se a Seraphe, mas já era tarde ele havia partido em um piscar de olhos.