A um corpo cansado que cultiva o além da vida; meu tempo nesta casca já se passou a muito tempo. Mas o medo de desisitir e não encontrar nada além das escolhas erradas me deixa mais cristão. O temor pelo ethereo em um lamia é como um demônio com fé, que se resguarda na palavra para não cumprir a sentença. Deus fala comigo e aponta o caminho, eu vou ao contrario por que preciso dos desejos da carne, o toque, o aroma, o paladar. Pressinto o medo nessas almas e nem posso toca-las é contra a ordem natural, influenciados eles me seguem e por vontade própria eu os sorvo em minha existência eterna ate a ultima gota, são deliciosos quando se acompanha o medo, o escarnio e a depravação. Não sou santo, mas tenho bons modos, onde se ganha o pão não se deve sorver os pecados. Não a mais nada que um lamia justo possa fazer nessa terra sem cair em variações da mesma ordem. Hoje eu vi a refeição perfeita ornada com roupas escura e uma cor rubra nos labios, se não reconhecesse o aroma acreditaria que era uma de nos, pelo pose e sua imponência. Ousei desafia-la ver ate aonde seu lado soturno seguiria. Primeiro apaguei as luzes e para meu espanto ela brilhava em um vermelho áurico que iluminava seu caminho. Havia algo diferente, algo novo e dai por diante fui além, as sombras que a mim seguem fizeram uma dança sombria e ela os acompanhava com maestria de um bailarina russa. Daquele ponto não teria mais limites ela havia desafiado o meu pior lado e assim em forma de fera que se envolve no breu eu me fiz surgi, o uiviu que lancei arrepiava ao mas nobre gladiador e ela simplesmente veio ate mim e acaricio meu semblante. Ao tocar-me senti o frio mais nefasto e quando ele me olhou nos olhos percebi que nunca tal criatura seguiria minhas vontades e que dentro daquela escuridão havia traços do próprio Deus. Fiquei por minutos a tentar entender a tal existência e a solução apareceu. Simples principio “destruir o que e belo” para que a roda das eras faça seu papel. Como disse ao verter tal vida

“eu havia encontrado a refeição perfeita”