Sua alma se desfez quando ao longe avistou aquela pequena e bela criatura singelamente trajada de luto, sentada olhando inocentemente para o vazio entre seus pés que balançavam livremente à alguns centímetros do chão. Parecia estar pairando em um lugar menos doloroso e pesado, um local mais apropriado para uma menina de 6 anos de idade. Aproximou-se lentamente, abaixou-se e de repente viu aqueles pequenos e radiantes olhos verde-esmeralda se cruzarem com os seus, com um olhar tão vago que ela chegou a duvidar que a sobrinha a tivesse reconhecido. Tal dúvida se desfez quando imediatamente ao perceber de quem se tratava, a menina lançou seus pequenos braços ao redor de seu pescoço, dando-lhe um abraço tão apertado e acalorado, como se aquela fosse a primeira vez em que se sentia segura, desde que sua mãe para sempre adormeceu.