Ela olhou em meus olhos, senti o doce aroma da energia negativa se entranhando pelas paredes e tudo ficou escuro, foi quando ela me disse "Eu quero te matar" suas mãos estavam cobertas de sangue, e pude sentir o choro do bebê em sua barriga, um homem de branco chegou, com uma pistola e ao ver a cena, disparou a arma em sua cabeça, o amargo palpitar da pólvora voou sobre o ambiente, e ela dizia que o mundo havia se fechado para ela, eu simplesmente não conseguia entender, minhas mãos estavam queimadas por algum tipo de combustível movido a ódio, eu precisava sair daquele lugar, foi quando sem eu perceber, as estrelas todas caiam ao mesmo tempo, deixando o mundo, em completa escuridão, pus a mão em minha barriga e logo senti as mãos dela, puxei mas para trás e senti o frio aço, o titânio da imaginação morreu naquele momento, trazendo imenso desconforto e dor, eu precisei abrir os olhos e vi a face dela chorando e rindo ao mesmo tempo, e mil e trezentas pessoas ali com um corte no pescoço, ela trazia a luz, ela trazia a escuridão, uma aposta divina em uma mesa de bilhar, eu nunca fui um bom apostador mesmo... ao meu lado havia um rifle e com o meu pé a empurrei, peguei o rifle e o destravei... atirei, e o terror consumiu tudo ali, ela apenas segurou a cápsula .50 e riu, o mal venceu a aposta, minha cabeça estava derretendo, eu estava morrendo.