Relatos de uma Tal Boneca

23 de Outubro de 2013 Suziany Faria Contos 1128

Depois de viver sentada na estante, eu refleti muito e vi que nada esta no lugar em que eu tinha deixado quando pensei que vivia, todos os meus sentimentos se perderam ao longo do tempo.E apesar de ser sem sentido, eu continuo procurando embora não sabendo por onde começar. Se eu soubesse que iria ser assim talvez teria fugido para o mundo imaginário dos meus sonhos e esperanças, que agora encontram-se como cacos de uma distinta porcelana francesa que está totalmente quebrada e sem concerto algum.Sonhos é uma palavra que significa tanto para outros e para mim absolutamente nada, afinal nunca sai do quartinho fechado da tristeza.O meu coração é apenas esse músculo que bombeia sangue para meu corpo inanimado espiritualmente, os sentimentos bons de verdade eu nunca senti ou pelo menos não os conheci. Minha vida é tão cheia de gente e tão vazia, como a de uma pequena bonequinha que passa a vida sendo admirada, mais inanimada e sem vida nunca ouvida e nem sequer ajudada, se tornando assim vazia sem precisão e inútil.Tenho medo de nunca ser salva pelo meu príncipe afinal eles foram extintos, não existem mais os mocinhos,  não são cavalheiros são apenas moleques bobos sem nenhum futuro e seriedade, apenas espero.Hoje tudo estava tão vazio como em outros dias e de repente uma explosão mista de angustia, dor e opressão, surgiu na figura doce, meiga e inanimada.Quebrei todo amor que ainda restara em mim e minha alma se fechou e minha fúria se criou, não sou mais aquela que um dia sonhou, agora sou uma pequena boneca triste e solitária na estante sem nenhum futuro e com a dor de não ter sentimento algum, pois ele foi enterrado junto com a trajetória de muitos anos, que muitas vezes não vivi.E me despeço do mundo e de todos, me perdoe mas não consigo mais, e assim acabei em uma caixa esquecida no meio de outras coisas em desuso.(Suziany A. Faria)

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