Existiu um ser solitário que a muito tempo o qual não sábia o que era ser, porque não era e sem querer se foi a procura do viver e não pode mais voltar a não ser um zero.E curiosamente presa em uma caixinha invisível de seus interiores sentimentais, não conseguia mais reagir para se ver fora daquela tortura não intencional mais tão dolorosa como um rasgo na pele.Somente vivendo para catar seus cacos espalhados por essa prisão e enfim ela teve uma chance de escolher qual de dois lados ela desejaria para si, ficar nessa situação tristonha ou sair para outro plano o qual jamais terá como voltar. E ela escolheu ir por não ter mais como aguentar o que a vida lhe oferecia gratuitamente de ruim ou não, o que a tinha feito mais forte apesar dos tropeços e a qual não lhe rendia nada de bom em seu corpo e espirito.

Foi então que se deitou e olhando para cima lentamente foi se libertando de seu sofrimento solitário e mal compreendido, seu olhar amoroso e doce para o infinito de seus sonhos e desejos se apagou tão fácil e aos poucos a agonia de viver foi se espalhando como tinta no solvente e a dor da necessidade de respirar foi se sessando, deixando a matéria corporal para trás.Sentindo se que estava leve e finalmente liberta de não existir, afinal ao morrer ela finalmente viveu e foi algo que ela tanto quis, ela somente foi no fim.(Suziany A. Faria)