Aos olhos de sua família — e da maior parte do mundo — era uma moça exemplar: feminina, trabalhadora, correta, confiável.

Precisou que seu pai morresse para que pudesse desacorrentar-se de si (e dele) e fazer tudo o que realmente queria. O corpo do coroa ainda estava quente no caixão quando ela largou o bondoso namorado de longa data para, em seguida, levar corpos e mais corpos ardentes dos homens que ela realmente desejava para sua cama.

Passado tempo suficiente, infinita melancolia e uma opressiva culpa vinda do além acometeram a mulher. Ela mudou de nome, mas de forma alguma por ter-se casado — após a morte do pai, ela preferiria o próprio fim ao casório. Passou a chamar-se Paciente #7853 na Ala C de certa instituição, onde ganhou uma nova família: teria, finalmente, companhia até o fim de seus dias.