Cantiga Temporal

02 de Dezembro de 2013 Pierre Souza e Lima Contos 756

Séculos passados um senhor caminhava por uma rodovia, sempre na labuta diária do interior. Em sua casa tinha apenas um telescópio que herdara do pai, vários quartos vazios, e um retrato feito a mão por ele. A anos trabalhava e lutava diariamente com apenas um objetivo. 

Quando mais moço se encantou por uma moça linda de cabelos cacheados e vermelhos como o sol de outono, paixão a primeira vista por aquele fogo vermelho balançando ao vento. Ignorante no saber acadêmico, e considerado pela sociedade como inexistente por não ter documentos até os quinze, apenas sabia contar e escrever, mesmo não conhecendo todas as letras e números. Aprende-rá a pintar com um vizinho e foi assim que em um quadro na velha casa de seu primo, imortalizara seu amor platônico, por ela que nem se quer o tinha visto direito. 

No outro dia foi atras da moça ingenuamente levando seu quadro e sentimentos a revelar. Não a encontrou, nem a sua casa, nem alguém que a conhecesse. Anos se passaram com o retrato na parede e sua admiração e amor por aquilo que o quadro representava.

Jurou encontra-la, trabalhar e dar para ela um lar digno de sua beleza. Voltemos aos dias atuais, todos os dias ele se levanta e se lembra de uma história que aprende-ra como vizinho, que estrelas cadentes realizavam desejos. Antes tivera o telescópio do pai, mas não tinha interesse por aquela coisa velha. Mas ele engoliu seu ego e durante 40 anos de sua vida sempre olhava para o céu procurando estrelas cadentes, sempre o mesmo pedido, o mesmo retrato, o mesmo amor. Mas não se prenda a beleza do amor ou a tristeza da melancolia, mas sim ao tempo que ele perdeu a amar o amor e esqueceu de amar a si próprio,poder amar é uma dadiva, mas não entender o amor para o tempo é só uma questão de divida.

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